As Faculdades do Conhecimento em Kant
Автор: Saia da Caverna - Prof. Zé
Загружено: 2020-05-04
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O Criticismo de Immanuel Kant: Sensibilidade e Entendimento enquanto formas de conhecer. Os conceitos de apriori e aposteriori.
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Segundo Kant, todo o conhecimento humano está alicerçado em dois troncos: a sensibilidade e o entendimento. Pela primeira são-nos dados os objetos, e pela segunda esses objetos são pensados. Assim podemos dizer que o nosso conhecimento é formado com a contribuição das intuições que são fornecidas pela nossa sensibilidade. Contudo, essas intuições precisam ser articuladas por esquemas a priori que são constitutivos da própria racionalidade humana, da própria condição do conhecimento. Isto significa que o conhecimento é adquirido, em parte pela experiência da relação entre o sujeito e o objeto, e em parte por algo que é produzido pelo próprio sujeito. O conhecimento então, para Kant, não é reprodução passiva de um objeto por meio do sujeito, mas construção ativa do objeto por parte do sujeito.
Só a SENSIBILIDADE nos fornece intuições com as quais o entendimento trabalha. Assim, uma definição mais primária de conhecimento em Kant é “dar forma a uma matéria dada.” Mas Kant vai mais além e introduz o conceito de intuição pura, ou seja, forma pura da sensibilidade. Essas intuições puras são o ESPAÇO e o TEMPO.
O espaço é uma condição subjetiva da sensibilidade que permite a intuição externa e sua representação é uma condição subjetiva. Ele abrange todas as coisas que nos possam aparecer exteriormente, mas não todas as coisas em si mesmas. O tempo é a condição de possibilidade de movimento, ele não é um conceito discursivo, mas uma forma pura da intuição sensível. Isto significa que o tempo não tem um objeto ao qual se deve atribuí-lo, sua representação é ilimitada. Ele é então, condição para unificação de todo o diverso, tanto dos fenômenos internos quanto dos fenômenos externos. Isso implica dizer que o tempo é a condição imediata dos fenômenos internos e condição mediada dos fenômenos externos.
Espaço e tempo são condições a priori de possibilidade da experiência sensível. Em outras palavras, espaço e tempo não são algo que existam fora de nós, e sim são ferramentas humanas inatas e necessárias ao homem para que ele possa construir toda sua experiência no mundo, com efeito, conhecer. Todo nosso conhecimento só é possível se, e apenas se passar pelas noções de espaço e tempo.
Estes conceitos são de vital importância na teoria do conhecimento em Kant, pois, para ele, de acordo com o que foi exposto até agora, nada fora do espaço e do tempo pode ser conhecido. No espaço e no tempo as coisas se apresentam pela forma como afetam nossos sentidos. Assim a sensibilidade é o elemento passivo no processo do conhecimento, já o ENTENDIMENTO é o elemento ativo, pois nele se pode pensar o objeto da intuição sensível. Contudo não há uma primazia de um sobre o outro, são eles de igual importância nesse processo. Por isso Kant afirma: “Pensamentos sem conteúdos são vazios; intuições sem conceitos são cegas.” O conhecimento para Kant então acontece na relação entre o sujeito e o objeto passando pelas formas puras da sensibilidade: o espaço e o tempo, bem como sua constituição dada por matéria e forma.
A faculdade do entendimento, segundo Kant, é a condição a priori do sujeito que conhece, é por meio dela que no ato do conhecer, os objetos são pensados nos conceitos. Essas noções inatas o filósofo alemão da o nome de CATEGORIAS.
As categorias são elementos que organizam o conhecimento, são formas vazias que pertencem ao próprio sujeito do conhecimento. Essas formas vazias serão preenchidas pelos fenômenos, ou seja, a matéria da experiência. Os fenômenos, por outro lado, só podem ser pensados dentro das categorias. Trata-se de conceituar, qualificar, relacionar, quantificar, definir, complementar o objeto do conhecimento intuído pela experiência.
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Sobre o prof. Zé Roberto.
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José Roberto é professor de Filosofia graduado e licenciado pela Universidade Federal de Uberlândia. Mestrando em filosofia pela mesma universidade. Trabalha nas redes: pública e particular de Uberlândia e em cidades da região do triangulo mineiro. Leciona, além de filosofia, sociologia nos ensinos fundamental e médio, em cursinhos preparatórios, entre outros. - “Sou um professor de humanidades, um professor ‘raiz’; sou pai, filósofo, mas como um apaixonado pela sala de aula, sou acima de tudo orgulhosamente professor.
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