Rio de Janeiro | Ep. 058 | Respira, tá pesado hoje — Outra voz
Автор: Rap das Manchetes
Загружено: 2026-02-10
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Описание:
Hoje tudo aperta mais que o normal.
Rio de Janeiro — Chuvas em curso
Região metropolitana — Risco de alagamento
Bairros baixos — Interrupções de energia
Noite quente na avenida, asfalto molhado, cheiro de mar e fio cortado
Luz tremendo na varanda, o vento empurra a lona do mercado
Mão no bolso, chuva batendo no capô, sinal piscando na esquina
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Music style: Brazilian Trap Rap (PT-BR)
Tags: riodejaneiro, newskaraoke, news, karaoke, nyhetsrytm, trap, rap
Lyrics:
Noite quente na avenida, asfalto molhado, cheiro de mar e fio cortado
Luz tremendo na varanda, o vento empurra a lona do mercado
Mão no bolso, chuva batendo no capô, sinal piscando na esquina
Voz no rádio: alerta amarelo, nuvem pesada, cidade fina
Gota grossa no vidro do ônibus, gente encostada, olhar cansado
Noturno de sirene, prego no sapato, celular apertado
Ruas com córrego novo, bueiro cuspindo, passo calculado
Tem festa virando risco, confete grudado no telhado
O céu ameaça corte de luz, subestação sofrendo tédio
Velho do bar conta vantagem, mas o troco é curto, medo
Prefeitura manda recado sobre golpe na folia, tem batedor
Mão amiga que vira mão lisa, carteira some no corredor
Alerta amarelo no pulso, pulsação sobe quando a chuva vem
Carnaval com mala aberta, promessa fácil e passatempo sem pneu
Tem quem venda ingresso falso, tem quem ofereça abraço pago
Temo pelo risos que viram bolso vazio, humor contrariado
Chuva que entra pela fresta, memória molhada de cenas soltas
Tem gente que troca SMS por truque, tem banda que perde nota
Asfalto vira espelho, vejo passagem e vejo rosto que falta
A cidade respira apertada, cada morador com a mala já rota
Repetem no rádio: "chuvas intensas", repete no ouvido da rua
Repetem no bloco: "cuidado com o bolso", repete na boca crua
Repetem no aviso: "risco de corte", repete no poste treme
Repetem no peito: "escuta", repete no peito: "escuta"
Trovoada baixa, fileira de guarda-chuva como acenos
Motorista arrisca curva, pressão no volante, cheiro de pneus
Lâmpada que pisca lembra o tic-tac do tempo que não espera
Moeda na mão some, mão alheia some, o bloco acelera
Perto da praia, o rádio mostra fotos de rua invadida
Na esquina um idoso conta o golpe e a chuva leva a ferida
Cartaz amarelo colado no poste, aviso antigo, boca viva
Gente que dança com medo, rindo por dentro, cabeça cativa
A chuva não tem culpa, mas traz memória de fio rompido
As luzes que caem são estrelas pequenas que perderam sentido
No meio do corte e do rumo, o suor mistura com carnaval
Sons de tambor e trovão, cidade inteira no sinal
Lateja no peito a sirene, lateja o sapato na lama
Última linha da rua, última vela na janela da chama
Chove forte, repete: "escuta", repete: "escuta"
Chove forte, repete: "escuta", repete: "escuta"
Calçada molhada, passo lento, viu-se o vulto do mercado
Fecho o capuz, ouço o mar e a cidade respirando o fardo
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