Broadcast nas Redes entrevista Leandro Piquet Carneiro, professor do Instituto de RI da USP
Автор: Broadcast | Agência Estado
Загружено: 2026-01-21
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O ataque dos EUA à Caracas no começo de ano para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro acendeu um alerta nos investidores globais. Convidado desta edição do Broadcast nas Redes, o professor do Instituto de Relações Internacionais e Coordenador da Escola de Segurança Multidimensional da USP, Leandro Piquet, avalia que o presidente americano, Donald Trump, está utilizando a Venezuela como “grande laboratório” para efetivar a “Doutrina Donroe” - abordagem que recebeu o nome de "corolário Trump à Doutrina Monroe", mas foi apelidado dessa forma como uma combinação dos nomes Donald e Monroe. Nesta entrevista, Piquet discute as perspectivas futuras para país latino-americano, bem como o que ela significa para a América do Sul e o resto do mundo.
“Eu acho que fica mais claro com o desenvolvimento da ação que o objetivo principal era realmente confrontar a presença da China, da Rússia e Irã na Venezuela” afirma Piquet, enfatizando que a presença militar soou um sinal de alerta após Trump enfatizar o desejo de recuperar a capacidade de extração de petróleo venezuelano por empresas norte-americanas - o que não será rápido, alerta.
Segundo o especialista, o que surpreendeu a todos foi principalmente a manutenção no poder do esquema chavista no país, um regime autoritário baseado em forte repressão, o que demonstra que o governo Trump está endossando isso. “Não existe uma agenda clara de construção do país, de reconstrução sob bases democráticas”, acrescenta. Para Piquet, isso mostra uma mudança chave da Doutrina Monroe para a Donroe, em que os EUA sempre tiveram uma relação no sentido de apoiar os regimes democráticos e processos de transição na América Latina.
Assim, o coordenador alerta que vê diretamente um “risco enorme” de regimes autoritários de diferentes tipos aparecerem nas Américas e no Caribe em função dessa mudança de orientação: “O que vai acontecer com um governo que é indiferente aos regimes, indiferente à lógica da cooperação multilateral? Certamente é uma questão importante e que preocupa quem tem uma perspectiva democrática no contexto latino-americano”.
Apesar dos desejos de Trump de levar petrolíferas americanas de volta à Venezuela, Piquet não crê que o trabalho será fácil. Além da questão de infraestrutura do próprio país, a incerteza generalizada para o futuro e o questionamento ao regime torna complicada a tarefa de trazer investidores estrangeiros de volta. “Acho que essa reconstrução depende de variáveis que vamos observar no médio e longo prazo. E isso significa, do ponto de vista do setor privado, um cenário de instabilidade no futuro muito grande”, pontua.
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