Lidando com a Hipervigilância
Автор: Alan Mocellim
Загружено: 2022-09-25
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Hipervigilância é o nome dado a um estado de alerta excessivo, no qual há aumento da ansiedade e se relaciona com uma maior experiência de medo, podendo inclusive resultar em crises de pânico. A hipervigilância é comum em quem passou por traumas, e normalmente é causada por situações análogas antecipatórias de contextos similares ao contexto traumático. Em uma situação de hipervigilância uma pessoa pode apresentar distorções cognitivas e reações emocionais exageradas, desproporcionais ao contexto atual, mas que remetem a um contexto passado. No estado de hipervigilância podem ser tomadas ações impulsivas com base no medo, sem considerar as consequências dessas ações, de modo que se torna fundamental diminuir os efeitos deletérios desse estado cognitivo e emocional.
Buscarei aqui discutir modos de lidar com a hipervigilância, trazendo para isso cinco maneiras de diminuir sua ocorrência e/ou seus efeitos. Primeiro, é necessário reconhecer esse estado, para assim conseguir identificar quais os gatilhos que o causam e quais efeitos ele provoca (pensamentos, emoções, sensações corporais). Segundo, a compreensão da relação entre contexto de ocorrência e as emoções que esse contexto causa ajuda a diminuir a ansiedade, fazendo com que ela não escalone para uma crise de pânico - e eventualmente a compreensão pode ser até fonte de alívio. Terceiro, é importante entender que medos podem não corresponder a fatos, de modo que buscar informações sobre um contexto ou situação e contrapor essas informações aos sentimentos pode ajudar a diminuir ou aliviar a hipervigilância e suas consequências. Quarto, a hipervigilância pode levar a ações impulsivas, por isso, ao se sentir ansioso demais e muito alerta, com medo de uma situação, é importante não reagir sem avaliar. Nesse sentido se afastar do contexto para avaliar com calma uma situação antes de tomar qualquer decisão é fundamental. Quinto, práticas que ajudam a acalmar e relaxar, que propiciem sentimentos positivos com regularidade, bem como atividades que restauram a autoconfiança, podem ser úteis para diminuir a frequências da hipervigilância. Mudanças práticas, com a inclusão de hábitos e rotinas positivas, podem ajudar a regular emoções.
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Alan Delazeri Mocellim é Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do departamento de Sociologia e da pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Leciona, pesquisa e orienta nas áreas de Sociologia das Emoções, Sociologia do Conhecimento e Psicologia Social. Currículo disponível em: http://lattes.cnpq.br/0264933519544511
O objetivo do canal é discutir em perspectiva interdisciplinar, sociológica e psicológica, relacionamentos conflituosos e abuso emocional, nas relações familiares e amorosas, refletindo sobre suas causas e suas consequências. Serão discutidos temas como relacionamentos abusivos, traumas de origem familiar, comportamento controlador, comportamento passivo-agressivo, egoísmo e manipulação, agressividade e autocontrole, aprendizagem social das emoções, regulação emocional, estresse pós-traumático, borderline e narcisismo, codependência e contradependência.
Os vídeos aqui apresentados são resultado do projeto de extensão "Violência Psicológica e Abuso Emocional" desenvolvido por Alan Delazeri Mocellim na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Qualquer uso de material aqui apresentado deve, portanto, referenciar o autor (MOCELLIM, Alan) e o apoio institucional da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
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