Idanha-a-Nova Tradição oral
Автор: memoriamedia
Загружено: 2026-02-16
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Em Setembro de 2010 realizaram-se as gravações do projecto Memóriamedia em Idanha-a-Nova. Numa iniciativa da Cooperativa Memória Imaterial/IELT com o apoio da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB) e da Biblioteca Municipal de Idanha-a-Nova, a equipa do Memóriamedia encontrou-se com três grupos de entrevistados – Maria Clara, Maria da Conceição, Maria José, Francisco Moura, Manuel Diogo e Manuel Jesus de Idanha-a-Nova; da Tuna da Zebreira, João Sousa (violino), José Vítor (banjo), João José (viola) e Joaquim Lopes (bandolim); da Zebreira, Mariana Leitão, Isabel Maria e Maria Luísa. Todos os entrevistados nasceram entre 1921 e 1947, ou seja, o mais velho tinha, em 2010, 89 anos e o mais novo 63 anos.
A iniciativa “Cantos, contos e que +”, promovida no âmbito do Programa de Acções para a Promoção da Leitura da DGLB, dividiu-se em três momentos distintos: a) a recolha em vídeo de momentos da tradição oral - contos, cantigas, lendas, romances, provérbios e episódios da história de vida de cada entrevistado; b) mostra e debate, em sessão pública, dos vídeos editados incentivando junto da população local e dos informantes um debate sobre os materiais produzidos e o seu valor para a comunidade e c) publicação web. Os materiais foram expostos em secção própria no site do MEMORIAMEDIA produzindo um efeito de difusão global.
Foi através da mediação dos funcionários da Biblioteca Municipal de Idanha-a-Nova que se identificaram as pessoas a contactar. O encontro realizou-se nas instalações da biblioteca onde os entrevistados foram convidados a partilhar contos, cantigas, lendas, orações e outras expressões da tradição oral que recordassem. Dos três grupos, surgiram diferentes contribuições.
Os membros da Tuna da Zebreira para além de tocarem algumas músicas do seu reportório – a exemplo, “Vem aí o carteiro” e “Minha mãe não me bata” – recordaram a época em que eram chamados para fazer serenatas e as histórias atribuladas que daí decorriam.
A Tuna da Zebreira foi formalmente constituída em 1985 por antigos residentes daquela freguesia. Na sua juventude, estes homens foram trabalhar para a zona de Lisboa, mas depois de se reformarem voltaram à Zebreira. Quando novos, a maior parte deles eram músicos informais que se juntavam para animar os bailes e serões da aldeia (as tunas), depois de algumas décadas sem tocar, quando voltaram à terra natal, juntaram-se e resolveram formar a Tuna da Zebreira. Actualmente o grupo conta com 10 elementos e o mais velho, João Sousa (violinista), tem 86 anos (em 2012).
Para além de tocar com a Tuna, João José contou alguns contos, entre eles “A mentira” - a história de um rapaz que livra o pai de uma dívida através de uma “mentira” feita de contradições - e “O estudante e o militar” - um conto sobre a forma como um casal põe à prova a perspicácia de um estudante e de um militar para ver qual deles é o mais inteligente.
Mariana Leitão, Isabel Maria e Maria Luísa da Zebreira contaram anedotas e falaram das tradições associadas ao dia de São João (o ritual de cura de crianças quebradas e o costume de, à meia-noite, ir beber em sete fontes diferentes). Tocaram adufe e cantaram “Baixa-te, ó serra alta” e “Os aros do meu adufe”. Com a zamburra, cantaram a “Zamburra não toca”. A zamburra é um instrumento de percussão, um membranofone feito com uma bilha de barro que tem a “boca” tapada por uma pele onde foi atada, no centro, uma cana fina. Para tocar a zamburra, com a mão molhada, fricciona-se a cana e faz-se vibrar a pele produzindo um ronco.
Do grupo de residentes em Idanha-a-Nova, a Maria Clara e a Maria José recordaram várias orações – por exemplo, “As 13 palavras ditas e tornadas”, oração do Anjo Custódio que é dita aos agonizantes no leito de morte e também no quotidiano para afastar de todos os males (espíritos malignos, bruxas e mau-olhado). A Maria Clara e a Maria José também recordaram e cantaram vários romances, como “A bela infanta” - um romance sobre uma infanta que anseia pelo regresso do seu marido que foi para a guerra.
Maria da Conceição e Francisco Moura, também de Idanha-a-Nova, recitaram poemas que eles próprios escreveram. Maria da Conceição inspirada nos costumes e tradições de Idanha (escrevendo mesmo um Hino a Idanha-a-Nova) e Francisco Moura inspirado na sua vida familiar e nas recordações de infância, como é o caso do poema dedicado a seus avós.
Por fim, Manuel Diogo e Manuel Jesus relembram alguns contos. Manuel Jesus também recitou os “mandamentos da poupa”, formas proverbiais que aconselham a não se gastar o que não se tem.
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