Kant responde ao argumento Kalam de William Lane Craig | Crítica ao argumento cosmológico
Автор: Filosofia Vermelha
Загружено: 2020-02-25
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O argumento cosmológico Kalam para a prova da existência de Deus não foi criado por William Lane Craig. Este argumento surgiu na Idade Média, e Craig deu-lhe nova roupagem por acreditar que descobertas científicas recentes fundamentariam, justificariam ou provariam suas premissas, de modo que o movimento que leva o argumento das premissas à conclusão teria muito mais força hoje do que no século XII.
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Mas como veremos neste vídeo, o recurso às sofisticadas teorias científicas que Craig utiliza são desnecessárias para o argumento. Segundo Kant, argumento cosmológico dá a si mesmo uma fundamentação na experiência e através disso a aparência de ser diferente do ontológico, o qual se desenvolve através apenas de conceitos puros, mas isso é apenas a aparência.
Este vídeo é a continuação da discussão iniciada aqui: • William Lane Craig e o argumento Kalam
O argumento Kalam se estrutura da seguinte forma:
1. Tudo o que vem a existir tem uma causa.
2. O universo veio a existir.
3. Logo, o universo tem uma causa.
Não obstante o recurso do argumento Kalam a questões científicas - o que pareceria lhe dar um ar moderno, contemporâneo -, este argumento é, em sua forma filosófica, um argumento cosmológico como todos os outros.
Immanuel Kant, em sua "Crítica da razão pura", examinou os argumentos ontológico e cosmológico, mostrando qual a relação entre eles e por qual razão nenhum deles funciona. Enquanto o argumento ontológico parte da idéia de Deus para provar sua existência, o argumento cosmológico parte do cosmos, isso é, do mundo, para chegar até sua causa primeira. Kant mostrou que, na verdade, o argumento cosmológico pressupõe o argumento ontológico, e considerando que o primeiro é inválido, o segundo também não se sustenta.
Segundo Betrand Russell, Kant tem razão ao afirmar que o argumento cosmológico pressupõe o argumento ontológico. Se a existência do mundo só pode ser atribuída à existência de um ser necessário, então tem que haver um ser cuja essência envolva existência, pois é isso que um ser necessário é. Se é possível, portanto, que haja um ser cuja essência envolva existência, então a razão pura, sem apelo à experiência, pode definir tal ser, cuja existência será a conclusão de um argumento ontológico.
Segundo Kant: "Se é certa a proposição: Todo o ser absolutamente necessário é, ao mesmo tempo, soberanamente real (o que é o nervus probandi da prova cosmológica), deverá poder converter-se, como todos os juízos afirmativos, pelo menos per accidens; portanto: Alguns seres soberanamente reais são, ao mesmo tempo, seres absolutamente necessários. Ora um ens realissimum, não se distingue de outro ens realissimum em coisa alguma e o que vale em relação a alguns seres, englobados neste conceito, vale também em relação a todos. Por conseguinte, também (neste caso) poderei converter absolutamente a proposição, dizendo: Todo o ser soberanamente real é um ser necessário. Como esta proposição é determinada a priori unicamente pelos seus conceitos, o simples conceito de ser soberanamente real tem de conter, implicitamente, a necessidade absoluta desse ser. É o que a prova ontológica afirmava e a cosmológica não queria I admitir, muito embora seja o fundamento das suas conclusões, se bem que de uma maneira oculta.". (KANT, Immanuel, "Crítica da razão pura", p. 522, Fundação Calouste Gulbenkian).
Em sua forma lógica, o argumento de Kant pode ser assim traduzido:
Prem. 1 - Cada A é B
Prem. 2 - Alguns B são A
Prem. 3 - Cada B é A
A = Ser absolutamente necessário
B = Ser absolutamente real
A razão sozinha não é capaz de decidir questões como a existência de Deus. Toda tentativa de provar ou até mesmo de refutar sua existência leva a uma antinomia da razão, a um debate entre filosofias dogmáticas em que nenhuma é melhor que a outra.
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