Salário, Preço e Lucro -13.Casos principais de luta pelo aumento de salários ou contra a sua redução
Автор: Biblioteca Vermelha
Загружено: 2026-02-18
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No Capítulo 13 – Casos principais de luta pelo aumento de salários ou contra a sua redução de Salário, Preço e Lucro, Karl Marx analisa os principais cenários em que os trabalhadores lutam por aumentos salariais ou resistem a reduções, mostrando que essas lutas são reações necessárias e legítimas às mudanças objetivas no sistema capitalista, não caprichos arbitrários. Ele identifica cinco casos principais:
Mudanças no valor dos meios de subsistência (devido a variações na produtividade agrícola ou outros fatores): se os artigos de primeira necessidade sobem de preço (ex.: de 3 para 4 xelins/dia), o valor da força de trabalho aumenta (de 6 para 8 horas necessárias), reduzindo o sobretrabalho e a taxa de lucro. O operário que reivindica aumento salarial apenas exige o pagamento do novo valor real de sua força de trabalho — como qualquer vendedor que ajusta o preço ao custo de produção. O mesmo ocorre em sentido inverso (queda de preços por maior produtividade): o valor da força de trabalho cai, e a resistência à redução salarial mantém o padrão relativo do trabalhador.
Depreciação do dinheiro (ex.: novas minas de ouro/prata barateiam o metal precioso): o valor real da força de trabalho permanece o mesmo, mas seu preço em dinheiro sobe proporcionalmente (ex.: de 3 para 6 xelins). Se o salário não acompanha, o trabalhador perde poder aquisitivo. A luta por aumento salarial é apenas para compensar a desvalorização monetária, não para ganhar algo extra.
Prolongamento da jornada de trabalho ou aumento da intensidade: o capital tende a estender a jornada ao máximo físico possível (ex.: de 10 para 18 horas no século XVIII/XIX) ou intensificar o trabalho (mais máquinas por operário, maior velocidade). Isso esgota a força de trabalho mais rápido que o desgaste de uma máquina. A luta por aumento salarial (ou redução da jornada) limita a extração excessiva de sobretrabalho, preservando a saúde e a reprodução da classe trabalhadora.
Flutuações cíclicas do capitalismo (prosperidade, crise, estagnação): durante crises e quedas de preços, salários são reduzidos; na prosperidade, lucros extraordinários permitem aumentos. Sem luta por altas na fase ascendente, o salário médio ao longo do ciclo fica abaixo do valor real da força de trabalho. A resistência salarial é necessária para compensar as perdas nas fases adversas.
Generalização: em 99% dos casos, as lutas salariais são reações a mudanças prévias (produtividade, valor do dinheiro, jornada/intensidade, ciclos econômicos), não causas independentes. São tentativas de manter o valor da força de trabalho ou evitar sua depreciação abaixo do mínimo histórico-físico.
Marx enfatiza que essas lutas são inevitáveis no sistema assalariado (trabalho como mercadoria), mas limitadas: não alteram a essência da exploração, apenas contêm seus excessos mais brutais.
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