Antecedentes históricos da Administração: Influências empíricas na formação da TGA
Автор: Marcelo Recktenvald
Загружено: 2026-03-21
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Nesta videoaula sobre Antecedentes Históricos da Administração, analisamos o processo histórico que levou à formação da Administração como campo de conhecimento científico e prática profissional. A aula parte da compreensão de que a Administração moderna não surge da teoria abstrata, mas da necessidade prática de organizar pessoas, recursos e atividades produtivas que cresceram mais rapidamente do que a capacidade humana de improvisar. Ao longo da história, diferentes influências empíricas, filosóficas, institucionais, econômicas e organizacionais contribuíram para a consolidação do pensamento administrativo, desde a Antiguidade até o século XXI.
Inicialmente, são abordadas as influências filosóficas clássicas. Em Sócrates, destaca-se a ideia de que administrar é uma habilidade desenvolvida por meio do diálogo, da reflexão crítica e da capacidade de decidir bem, antecipando práticas contemporâneas como liderança participativa e processos decisórios reflexivos. Platão contribui ao conceber a organização como um sistema racional e funcional, baseado na divisão do trabalho, na especialização e na justiça organizacional. Aristóteles aprofunda essa reflexão ao associar racionalidade, ética e finalidade da ação, estabelecendo bases para o planejamento, a definição de objetivos e a avaliação de resultados na Administração.
Na Modernidade, a aula analisa a influência decisiva do método científico. Francis Bacon introduz o empirismo, defendendo que o conhecimento válido nasce da observação sistemática da realidade e deve ser orientado à utilidade prática, o que se conecta diretamente à gestão baseada em evidências e à melhoria contínua. René Descartes complementa esse movimento ao estruturar o pensamento racional por meio da dúvida sistemática, da análise dos problemas, da síntese das soluções e da verificação dos resultados, fundamentos presentes no planejamento estratégico, na gestão por processos e nos sistemas de controle organizacional.
Também são examinadas influências político-sociais relevantes. Thomas Hobbes enfatiza a necessidade de ordem, autoridade e controle, influenciando estruturas hierárquicas e modelos burocráticos. Jean-Jacques Rousseau introduz a noção de legitimidade, contrato e consenso, com reflexos em modelos de gestão participativa e governança democrática. Karl Marx é abordado de forma crítica e equilibrada, reconhecendo-se sua contribuição ao denunciar as condições de trabalho do capitalismo industrial e os conflitos estruturais, ao mesmo tempo em que se apontam os limites de seu pensamento para explicar inovação, empreendedorismo, eficiência organizacional e sustentabilidade econômica.
A aula dedica atenção à influência da organização da Igreja Católica, compreendida como uma das mais duradouras e complexas organizações formais da história ocidental. Sua estrutura hierárquica, a centralização normativa combinada com descentralização operacional, a padronização de procedimentos, a gestão de carreiras, o controle patrimonial e o planejamento de longo prazo antecipam princípios fundamentais da Administração moderna.
Outro eixo central é a influência das organizações militares, especialmente a partir das lições estratégicas de Sun Tzu, que evidenciam a importância da liderança, da disciplina, da clareza de ordens, da análise do ambiente e da antecipação de conflitos, conceitos diretamente aplicáveis à gestão estratégica contemporânea.
O marco decisivo apresentado é a Revolução Industrial, que transforma todas essas influências em problemas concretos de gestão. A passagem do artesanato para a produção industrial em larga escala gera desafios como divisão do trabalho, especialização, crescimento das organizações, surgimento da hierarquia formal, padronização do tempo e intensificação dos conflitos trabalhistas, criando as condições históricas para o surgimento da Administração como campo sistemático.
Por fim, a aula destaca a contribuição dos pioneiros industriais e empreendedores, como Cornelius Vanderbilt, John D. Rockefeller, Andrew Carnegie e J. P. Morgan, que, ao criarem organizações de escala inédita, demonstraram que a improvisação deixa de funcionar e que a eficiência, a coordenação, o controle, a governança e a inovação exigem método administrativo.
Este conteúdo integra o canal @mrecktenvald, dedicado à Teoria Geral da Administração (TGA), com uma abordagem simples, clara e descomplicada, voltada a estudantes e interessados em compreender a Administração a partir de seus fundamentos históricos e conceituais.
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