Episódio 24 – A casa de chá corrompida
Автор: Leumastico
Загружено: 2025-09-04
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Explorando o brejo, encontrei um casebre sinistro. Uma construção que parecia ter sido arrancada de velhos contos de terror — daqueles que as mães sussurram às crianças para mantê-las afastadas da floresta. As portas frágeis de madeira rangeram ao serem abertas, como se reclamassem de minha ousadia.
Por dentro, o lugar lembrava uma casa de chá, mas há muito corrompida pela maldade. As paredes respiravam um mofo antigo, e o ar cheirava a ervas queimadas e carne adocicada demais para ser apenas comida.
Lá estava ela: Tia Ethel. Ao seu lado, uma jovem moça chorava em silêncio, forçada a comer de uma torta repugnante. A cena era grotesca, como se a bondade tivesse sido dissecada e deixada ali para apodrecer.
Quando percebi que a velha a chamava de Mayrina, entendi — era a irmã dos dois homens mortos nos charcos. Na primeira oportunidade falei abertamente:
— A bruxa matou seus irmãos.
Mayrina se ergueu em desespero. Seus olhos queimavam em lágrimas. Mas Tia Ethel apenas riu.
— Foram grosseiros. E eu detesto grosseria.
Disse isso como quem fala sobre o clima. No instante seguinte, com um estalo de dedos, fez a moça sumir diante dos meus olhos.
A máscara caiu. O corpo da bruxa começou a se contorcer. Um brilho verde percorreu-lhe a pele como fogo-fátuo. Cresceu além de qualquer proporção humana. Dois metros. Mais. Dentes podres e afiados. Um nariz ossudo e curvado. Pele de lodo. As mãos enormes terminavam em garras longas como facas. Em um dos braços, uma sanguessuga imunda se contorcia, sugando uma seiva que eu preferia não nomear. O sorriso era a própria maldade feita carne.
No instante seguinte, sumiu na lareira, revelando uma passagem secreta.
Agora não podíamos mais recuar. A moça estava viva. E, pela carta deixada ao irmão, estava grávida.
Entramos no covil da bruxa. Um túnel coberto de raízes nos engoliu, iluminado por lamparinas verdes que tremeluziam na escuridão. A luz projetava sombras longas que pareciam se mover por vontade própria.
Por um instante, lembrei das lamparinas de simpatia no ateliê do Mestre Kilvin. Ele as mantinha acesas noite e dia, resultado de cálculos meticulosos de equilíbrio térmico. Já estas... não. O fogo era antinatural, preso em frascos de vidro que pulsavam como se respirassem. Pensei se haveria alguma lógica simpática ali, mas logo percebi que não: aquilo era corrupção pura.
Chegamos, enfim, ao salão central. Um caldeirão fervia uma mistura nojenta que exalava vapores quase sólidos. E lá estava ela outra vez. Pela segunda vez nos mandou embora, sua voz um trovão úmido ecoando pelas pedras. Quando não obedecemos, desapareceu célere, atravessando outro portal como quem se dissipa em fumaça.
E então percebi: aquele lugar era uma galeria dos horrores. Frascos com coisas que um homem não deveria ver. Membros preservados em líquidos viscosos. Máscaras de pele humana penduradas como troféus.
E a pergunta que se impunha: onde está Mayrina?
Será que o terceiro encontro com a bruxa será o último?
Ou o pior deles?
Dizem que a terceira vez compensa tudo. Mas ali, no coração do covil, temi que “compensar” pudesse significar apenas a morte.
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