Episódio 25 – A última promessa da Megera
Автор: Leumastico
Загружено: 2025-09-05
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A batalha terminou. Mayrina estava a salvo e a bruxa finalmente tombara. O corpo da Megera jazia imóvel, mas o silêncio que se seguiu não trouxe alívio. Umbralma se aproximou e, com sua magia sombria, arrancou da morta suas últimas verdades.
A voz da criatura ecoou, fria e dissonante:
— "Mas eu não vou ser um cadáver para sempre, isso eu posso prometer."
Aquilo não soava como uma ameaça vazia, mas como um juramento.
Descobrimos a cruel farsa que atraíra Mayrina: a bruxa prometera devolver-lhe o marido falecido de volta a vida em troca do bebê que ela carregava. Mas a confissão foi ainda mais hedionda. Obrigada pela magia de Umbralma a falar, ela riu:
— "Eu ia devorar a criança... e parir minha própria cria diabólica. Eu sou uma Megera, docinho. Crueldade é meu sangue."
Perguntei-lhe o porquê de tamanho deleite no sofrimento. Ela zombou:
— "Me poupe. São vocês que me procuram. Vocês querem ser belos, querem ser ricos, querem ser amados. Eu apenas mostro quem vocês realmente são. Vocês são seus próprios inimigos."
Antes de se calar para sempre, murmurou ainda:
— "Só há uma coisa que lamento."
Fez-se uma pausa, longa e cortante.
— "Mas você nunca saberá."
Aquele segredo morreu com ela.
Na oficina da criatura, entre ossos e objetos profanos, encontrei uma varinha toscamente talhada com o nome Connor. Guardei-a, sem saber que peso carregava.
Lá fora, Mayrina estava ao lado do caixão do marido. A inscrição zombava de sua dor:
"Aqui jaz Connor – amado esposo e delicioso petisco para os vermes."
Mostrei a ela a varinha. Seus olhos marejados suplicaram para usá-la. Hesitei, mas cedi. O ar tremeu, e do caixão ergueu-se Connor... não como homem, mas como um morto-vivo em decomposição. Os olhos vazios, a carne apodrecida. Mayrina gritou em desespero, depois em súplica:
— "Dê-me a varinha. Eu vou tentar de novo. Eu consigo trazê-lo de volta."
Não havia mais nada que eu pudesse fazer. Entreguei-lhe o artefato, e me afastei com o coração pesado.
No covil da bruxa, outras vítimas despertavam de seus cárceres macabros. Entre elas, o anão Efrin. Por anos havia estado petrificado, enganado pela promessa de uma cura que nunca viria — envenenado pela própria Megera, usado como mais um troféu em sua galeria dos horrores. Quando o libertei, ele ergueu os olhos marejados e murmurou:
— "Meus filhos... já devem estar velhos... ou mortos."
Partimos daquele lugar, mas o peso daquilo nos acompanhava.
Foi então que encontrei o local descrito na carta da Kagha, a druida. Segunda em comando depois de Halsing. Havia uma carta escondida no tronco de uma árvore retorcida. A resposta de um arquidruida revelava a verdade sombria:
"Kagha
Olodan mandou notícias de seu progresso; fico feliz em saber que o Ritual dos Espinhos começou.
Partirei em breve da Floresta do Manto para Baldur's Gate. Se você precisar de mais ajuda do meu círculo, agora é a hora de pedir.
Uma vez enclausurado, o Santuário Esmeralda será domínio dos Druidas das Sombras, e você, a Primeira Druida.
Em memória de Faldorn,
Arquidruida de Aelis"
Fiquei estarrecido. Kagha tramava a queda de Halsin, a expulsão dos tieflings e a entrega do Santuário às Sombras.
Já tínhamos motivos de sobra para deixar aquele brejo amaldiçoado. Agora tínhamos também um propósito: voltar ao Santuário e impedir a traição antes que fosse tarde demais.
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