Beto Pandiani, Entre Trópicos, Marcus Sulzbacher, Duncan Ross, Gui von Schmidt, Fernando Almeida
Автор: Beto Pandiani
Загружено: 2012-11-12
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Описание:
Entre Trópicos
Duração: 289 dias
Partida: 24 fev 1994 Miami
Chegada: 10 de dez 1994 Ilhabela
Barco: Dois Catamarãns de 21 pe´s
Velejadores: Beto Pandiani, Marcos Sulzbacher, Gui Von Schmidt, Duncan Ross, Fernando Almeida, Robert Wagner, André Andrade.
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Roberto Pandiani e Marcos Sulzbacher saíram de Miami no dia 24 de fevereiro de 1994 para realizar 13 mil km do Trópico de Câncer [Miami - EUA] ao Trópico de Capricórnio [Ilhabela - SP]. Marcos Sulzbacher velejava desde a infância e já havia participado de algumas expedições, nenhuma tão longa. Roberto Pandiani era velejador de regatas e tinha um título norte americano na categoria hobie cat, o mesmo tipo de barco que navegavam agora. Para um percurso tão longo e com trechos tão difíceis, eles não possuíam barcos especialmente desenhados. Porém, existia uma boa dose de tecnologia: um GPS [Global Position System], um lap top com comunicação via satélite e um sistema à prova d'água que, em caso de emergência, emitiria freqüências captadas por um consórcio de satélites que enviaria o pedido de ajuda à marinha do local onde estivessem. Isso, sem falar na comida liofilizada e balanceada.
O porte de seus barcos não permitia que pernoitassem no mar. E, quando a noite insistia em chegar, muitos perigos estavam por vir, como em Tures and Caicos, nas Bahamas, onde pararam para descansar no interior de um banco de corais. Betão teve o casco de seu barco rasgado. O veleiro só não afundou porque contava com um sistema de flutuação especial. Dali para frente assumiram que a parada era só em terra. Muitas vezes, chegaram a viajar direto por 48 horas, se revezando com os companheiros de barco, entre o leme e o velame.
Bons ventos trouxeram pessoas importantes para o sucesso da empreitada. Em Saint Barthélemy, precisando de mais um tripulante que viesse até a Venezuela, conheceram o sul-africano Duncan Ross, um experiente velejador de hobie cat, que deveria ir até a Venezuela e acabou desembarcando somente no Brasil. Resolveram prosseguir os três e a viagem se tornou uma grande regata.
No Caribe começava o momento de interiorização da viagem. Entraram no Orinoco, acoplaram pequenos motores de 8 hp nos veleiros, armaram em um dos barcos uma barraca e perderam de vista o vento. Tomaram muitas pílulas contra malária e se embrenharam na porção amazônica do percurso. O ponto alto deste trecho foi a escalada do Pico da Neblina, a maior montanha do Brasil. Foi preciso 2 dias, meio empurrando, meio sendo levados por uma canoa em pequenos e rasos rios. Após 5 dias, afundando na lama, alcançaram o topo da montanha. Tiveram, como companheiras de viagem, neblina e chuva por todo o trajeto. Por isso foi com prazer que retomaram seus barcos em São Gabriel da Cachoeira, para descer o rio. Foi no caminho que o mastro do barco de Marcos se prendeu nas folhagens e, antes de pensarem em uma solução para sair dali, avistaram índios. Estes estavam na altura das copas, pendurados nos galhos, ajudando-os a desvencilhar o barco.
Na altura de São Gabriel, o rio Negro se estreita em uma garganta, onde despontam pedras e águas revoltas. Poucos barcos passam por ali. Os hobie cat passaram pelo estreito se agitando, chacoalhando, pegando onda.
Chegando em Maranhão, o mar não era só difícil, mas era a pior época para estar ali. Na altura da Tutóia, esperavam por um furo na arrebentação que lhes permitisse a saída. A diferença de pressão da atmosfera começou a fazer o vento correr e o vento forte contra a corrente resultam vagalhões de 2 metros. De repente Marcos se deparou com uma onda que deveria passar dos 3 metros de altura. Se estourasse dentro do hobie cat, seria o estrago fatal. Entrando de frente foi atirado com o barco à crista, voando pelos ares, quase quebrando ao meio. Após repararem os danos, seguiram viagem até chegarem no Cabo de São Roque, no Rio Grande do Norte. De lá até Ilhla Bela, a viagem foi bem mais tranqüilas, sem grandes emoções.
Quase um ano se passara e então, Betão, Marcos, Duncan e Gui viram a ilha de São Sebastião, sobrevoada por 2 helicópteros com cinegrafistas, um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) e um ultraleve. Era ali o fim de um percurso.
Características do Hobiecat 21
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Comprimento: 6,5
Largura: 3,70m
Calado: 0,85 m
Peso: 256 quilos
Vela mestra: 15 m2
Buja: 6 m2
Spinaker: 20 m2
Mastro: 8 m
Equipe
equipe-imagem
Fotografia;
Gui Von Schmidt
Roberto Linsker
André Andrade.
Video
Pablo Nobel e Paulo Viana, Duncan Ross, Gui Von Schmidt, Beto Pandiani, Marcus Sulzbacher.
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