Caminhoneiro POBRE encontra A POLICIAL MULHER da P R F em apuros na B R — o que acontece depois ning
Автор: Relatos de chofer
Загружено: 2026-02-07
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Vida de chofer é assim mesmo: quando você acha que tá tudo na liga, o tapete preto resolve te testar. Eu vinha no meu Scania R450 vermelho, fazendo média, no doze, achando que ia ser só mais uma batida de asfalto na B R cento e dezesseis, perto do Trevo do Ibó… quando vi o Q R M no acostamento e pensei: c tá doido, chofer, isso aí vai dar bucha.
Reduzi, fiquei só corujando de dentro da boleia. Viatura parada, botina na pista e aquele silêncio estranho de estrada quente. O ouro líquido no tanque ainda dava, mas o coração já não tava de leve. Pensei em podar e seguir viagem… mas estrada tem dessas: quando ela te chama, não adianta soltar a rédea. Algo ali não tava cheirando a filé — e eu senti que, se parasse, nada ia ser como antes.
O estouro veio seco, como tiro curto. O volante puxou pra direita e eu segurei no braço, pé no breque só o suficiente pra não arrancar tinta de ninguém. C tá doido, chofer, pensei, sentindo o Scania R450 vermelho gemer. Reduzi, joguei o bruto pro acostamento e deixei rolar até parar. O tapete preto fervia. O cheiro de borracha quente subiu na hora. Ouro negro chorando. Q R M logo cedo.
Desci já na liga, olho varrendo o retrovisor. Barra móvel passando colada, cachorro louco apavorando sem dó. A barriga de aço lá atrás balançava, mas firme. A bicheira não era — o caminhão é viatura, bem cuidado — só que estrada é assim: quando você acha que vai dar filé, vem a bucha pra te acordar. Ajoelhei, mão na banda lateral do pneu. Rasgo feio. Nada de remendo. Rapadura é doce, mas não é mole não, e apois, chofer.
Voltei pra boleia, puxei o macaco, liguei o aparato no A M só pra copiar. Mosca branca no canal. Silêncio. O sol batendo no para-brisa, suor escorrendo pela testa. Abri a caixa, peguei a bailarina e marquei o pneu. Troca rápida, fazendo média no tempo. Enquanto girava a chave de roda, o pensamento correu solto. Sempre corre.
Meu nome é João Batista. Trinta e oito nas costas, mais de quinze batendo asfalto. Aprendi cedo a comer barbante e a dormir dois metros horizontais quando dá. A estrada virou minha casa, a boleia meu quarto, a caixa minha cozinha. Fogão de pobre improvisado no cabeçote quando a marmita azeda. Chá de urubu pra espantar o sono. Cristal longe, cristalografia inteira me esperando do outro lado do mapa. É assim.
Terminei a troca, apertei no cruzado, desci o caminhão. O Scania assentou bonito. Dei dois passos pra trás e respirei fundo. O vento quente trouxe poeira e diesel. O coração desacelerou. Tô na liga, eu disse baixo, só pra mim. Engatei, sinalizei, voltei pro tapetão. A B R cento e dezesseis abriu à frente como sempre: longa, reta, mentirosa.
Não rodei cinco quilômetros quando o rádio chiou. Um “break” tímido, fundo de poço. Ajustei o Q R G. Nada. Desliguei. Às vezes é melhor ouvir o motor. Ele fala. O Scania canta grave quando tá feliz, reclama quando algo não vai bem. Naquele dia, cantava firme, mas eu sentia o estômago embrulhado. Intuição de caminhoneiro não falha. A estrada tava diferente.
Passei por um top leve, descida curta. Fiz banguela só um toque, segurando no freio-motor. Lá embaixo, o movimento apertou. Barra móvel costurando, marcha lenta atrapalhando, um condenado carregado de pedra segurando a faixa. Podar ou não podar? Segurei. Vida longa se ganha com paciência.
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