Mateus 1-3 (Dia 279) - O Rei Chegou!
Автор: Pastor Rodrigo Azevedo
Загружено: 2026-01-21
Просмотров: 242
Описание:
O Cenário da Esperança em Meio às Trevas O Evangelho de Mateus abre-se num contexto histórico de profunda tensão e expectativa. A Palestina do primeiro século, subjugada pelo Império Romano e governada pelo paranoico Herodes, o Grande, clamava pela redenção. O povo da aliança vivia sob uma opressão que não era apenas política, mas interpretada teologicamente como um prolongamento do exílio espiritual. As promessas feitas aos patriarcas pareciam distantes, e o silêncio profético de séculos pesava sobre a nação. O judaísmo do Segundo Templo, fragmentado entre o legalismo dos fariseus e o pragmatismo colaboracionista dos saduceus, carecia de uma liderança que oferecesse verdadeira consolação. É neste palco de sombras que Mateus introduz a luz, não a partir de Roma ou do Templo corrompido, mas de uma manjedoura e, posteriormente, da desprezada Galileia dos gentios. O Evangelho de Mateus é desde o início uma demonstração de que o Deus da aliança não se esqueceu de Suas promessas, mas está agindo soberanamente para cumpri-las de uma maneira que transcende as expectativas nacionalistas, inaugurando um Reino que confronta os poderes deste mundo.
O primeiro capítulo estabelece a identidade de Jesus como o Messias Davídico e o Filho de Abraão (Mt 1:1). A genealogia, estruturada em três grupos de catorze gerações, não é um mero registro civil, mas uma proclamação teológica da soberania de Deus sobre a história. O elemento mais surpreendente é a inclusão de quatro mulheres: Tamar, Raabe, Rute e Bate-Seba (Mt 1:3-6). Todas elas, marcadas por irregularidades sexuais ou origens gentílicas, prefiguram a natureza da graça do Reino. Mateus demonstra que a pureza do Messias não deriva de uma linhagem biológica imaculada, mas da ação santificadora do Espírito, e que Ele vem para salvar pecadores reais, com histórias quebradas.
A narrativa do nascimento (Mt 1:18-25) foca na justiça de José, que é redefinida não como rigidez legalista, mas como obediência à revelação divina. A concepção virginal, cumprimento de Isaías 7:14, introduz o título "Emanuel" (Deus conosco). A encarnação significa que a transcendência de Deus tornou-se imanente; o Criador entrou na criatura. O nome Jesus "Yeshua" (Yahweh salva) define a missão de Jesus: salvar o povo não de Roma, mas dos seus pecados (Mt 1:21).
O capítulo 2 expande o horizonte do Evangelho. A adoração dos magos (Mt 2:1-12) contrasta vividamente com a hostilidade de Herodes e a apatia dos lideres religiosos. Gentios, guiados por revelação natural e escriturística, prostram-se diante do Rei, enquanto a liderança de Israel o rejeita. Isso sinaliza a vocação universal do Messias e o julgamento sobre a incredulidade judaica.
A fuga para o Egito e o retorno (Mt 2:13-15) apresentam Jesus como o verdadeiro Israel. Onde a nação falhou no deserto, o Filho de Deus prevalece. A tipologia de Oseias 11:1 ("Do Egito chamei o meu filho") confirma que Jesus recapitula a história da redenção. O massacre dos inocentes (Mt 2:16-18), cumprindo o lamento de Jeremias 31:15, revela a brutalidade da oposição satânica ao Reino. O sofrimento não é um acidente, mas parte do caminho messiânico.
No capítulo 3, o silêncio é rompido pela voz de João Batista no deserto, o novo Elias (Mt 3:1-4). Sua pregação de arrependimento é um ultimato: "O Reino dos Céus está próximo". João confronta a falsa segurança religiosa dos fariseus (Mt 3:7-10), declarando que a linhagem física de Abraão é inútil sem frutos éticos de justiça. A metáfora do machado e do fogo anuncia o Messias não apenas como Salvador, mas como o Juiz escatológico que fará a separação final entre o trigo e a palha.
O batismo de Jesus (Mt 3:13-17) é o clímax da preparação. Jesus submete-se ao batismo "para cumprir toda a justiça", identificando-se solidariamente com o seu povo pecador e prefigurando a sua morte na cruz. Ele é o Servo Sofredor que carrega as culpas de muitos. A teofania subsequente revela a Trindade em ação redentora: o Pai aprova o Filho, e o Espírito o unge para a missão. Jesus é declarado o "Filho Amado" (Sl 2:7) e o Servo em quem Deus tem prazer (Is 42:1). Aqui, o Rei é coroado não com óleo, mas com o Espírito e com a aceitação do Pai, pronto para enfrentar o inimigo no deserto e inaugurar o governo de Deus na história.
O estudo de Mateus 1-3 nos confronta com a soberania graciosa de Deus. Vemos um Deus que orquestra a história, usa pessoas improváveis e protege o Seu Ungido contra todas as probabilidades. Para nós hoje, isso significa que podemos confiar na providência divina em meio ao caos político e pessoal. A mensagem exige de nós um arrependimento genuíno, que produza frutos visíveis, e não uma religiosidade nominal. Somos chamados a adorar o Rei Jesus com a dedicação dos magos e a obedecer a Deus com a prontidão de José, reconhecendo que em Cristo, o Emanuel, Deus está conosco, purificando-nos e capacitando-nos para vivermos como cidadãos do Seu Reino eterno. A salvação é, do início ao fim, obra do Senhor.
Повторяем попытку...
Доступные форматы для скачивания:
Скачать видео
-
Информация по загрузке: