Mateus 17-19 (Dia 284) - A Glória do Rei e a Ética do Reino
Автор: Pastor Rodrigo Azevedo
Загружено: 2026-01-28
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Mateus 17 a 19 representa uma transição geográfica e teológica no ministério de Jesus. A narrativa move-se das regiões periféricas do norte de volta à Galileia e, finalmente, inicia a jornada em direção à Judeia. O cenário histórico é de tensão sob a sombra de Roma e dos governantes herodianos, mas o foco de Mateus está na instrução interna da comunidade messiânica. Teologicamente, estes capítulos confrontam a expectativa judaica de um Messias político com a realidade do Filho do Homem sofredor. A Transfiguração ecoa a tipologia do Sinai, mas com uma diferença: a Glória de Deus, esperada para retornar ao Templo, agora reside na pessoa de Jesus. Religiosamente, Jesus desafia as estruturas existentes não como um revolucionário político, mas como a Autoridade Divina que resgata a intenção original da Criação. Escatologicamente, a Transfiguração é uma revelação antecipada da glória de Jesus, enquanto a ética do capítulo 18 prepara a igreja para viver em humildade e perdão no período do "já e ainda não".
O capítulo 17 confirma divinamente a confissão de Pedro (16:16). A Transfiguração (Mt 17:1-8) revela a glória do Filho, velada em Sua humanidade. A presença de Moisés e Elias testifica que Jesus é o cumprimento da Lei e dos Profetas. A voz do Pai, ordenando "a ele ouvi", estabelece a supremacia absoluta de Cristo. A descida do monte confronta os discípulos com a teologia do sofrimento: Elias já veio em João Batista e foi rejeitado, prefigurando o destino do Filho do Homem. O fracasso dos discípulos em curar o menino epiléptico (Mt 17:14-20) expõe a "pequena fé" deles. Jesus ensina que o poder não reside na fé como substância, mas na conexão de confiança com o Deus onipotente; até uma fé do tamanho de uma semente de mostarda é eficaz se o objeto for o Deus verdadeiro. O segundo anúncio da Paixão aprofunda a tristeza dos discípulos, revelando a dificuldade humana em aceitar a cruz. A perícope do imposto do Templo (Mt 17:24-27) destaca a filiação divina de Jesus: como Filho, Ele é isento, mas submete-se voluntariamente para não causar escândalo, ensinando que a liberdade cristã deve ser exercida com amor sacrificial.
O quarto discurso (cap. 18) de Jesus foca na vida eclesial. Diante da disputa por poder, Jesus inverte a pirâmide social colocando uma criança como modelo (Mt 18:1-5). A grandeza no Reino exige conversão e humildade radical; a dignidade do crente reside na sua relação com Cristo, não no status. Jesus emite advertências contra os tropeços (escândalos), exigindo uma santidade radical que prefere a automutilação metafórica ao pecado. A Parábola da Ovelha Perdida aplica a graça pastoral à preservação dos crentes: a vontade do Pai é que nenhum dos "pequeninos" se perca, incumbindo a igreja de buscar ativamente os desviados. As instruções sobre disciplina (Mt 18:15-20) visam a restauração do irmão, concedendo à igreja a autoridade das chaves para ligar e desligar, validada pela presença de Cristo no meio da congregação. A Parábola do Credor Incompassivo (Mt 18:21-35) fundamenta o perdão horizontal no perdão vertical: quem recebeu a graça infinita de Deus (os dez mil talentos perdoados) não tem o direito de reter o perdão ao irmão. A recusa em perdoar evidencia um coração não regenerado, sujeito ao juízo divino.
O capítulo 19 aborda as ordens da criação e a idolatria humana. No debate sobre o divórcio, Jesus transcende a concessão mosaica e apela ao "princípio" (Gn 1-2). O casamento é uma união indissolúvel estabelecida por Deus. O divórcio é restrito à cláusula de imoralidade sexual, reafirmando a santidade da aliança conjugal contra a cultura permissiva. Jesus abençoa as crianças, validando-as como modelos de receptividade ao Reino e corrigindo a arrogância dos discípulos. O encontro com o Jovem Rico (Mt 19:16-26) expõe a insuficiência da moralidade externa e a idolatria da riqueza. O chamado para vender tudo visa destronar o ídolo do dinheiro. A imagem do camelo e da agulha ilustra a impossibilidade humana da salvação e a necessidade absoluta da graça de Deus. Pedro questiona sobre a recompensa, e Jesus promete a "Regeneração": a renovação cósmica onde os apóstolos julgarão Israel.
O Rei Restaurador e Legislador
Jesus é o Filho Transfigurado, superior a toda a antiga aliança; o Senhor do Templo, livre mas servidor; e o Legislador Supremo, que restaura a ética do casamento e da vida comunitária. Ele é o Mestre da Humildade, que define a grandeza pelo serviço, e o Juiz Escatológico, que presidirá a regeneração do mundo. Ele é o Salvador Comprometido com a Cruz, que caminha para Jerusalém para entregar Sua vida, ensinando que a salvação é impossível aos homens, mas possível a Deus. A igreja é chamada a viver nesta tensão: vislumbrando a glória do monte, mas servindo no vale com humildade, pureza e perdão.
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