Por que o aluguel está ficando tão caro nas grandes cidades?
Автор: Professor Baroni | Fundos Imobiliários (FIIs)
Загружено: 2026-02-21
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Fiilosofando / 175
A casa está virando um ativo financeiro (dos outros)
Nas últimas décadas, a casa deixou de ser percebida apenas como abrigo e direito básico da família para assumir, de maneira crescente, a condição de ativo financeiro. Em grandes centros urbanos, fundos de investimento passaram a adquirir apartamentos em escala, destinando-os a locações de curto prazo por meio de plataformas digitais. O resultado é a redução da oferta de imóveis para contratos tradicionais de longa duração, o encarecimento dos aluguéis e o deslocamento de antigos moradores para cidades periféricas ou satélites. O que antes era um espaço de estabilidade e pertencimento transforma-se, gradualmente, em instrumento de rentabilidade.
Esse movimento produz efeitos econômicos e sociais relevantes. Ao competir com famílias por unidades residenciais — inclusive comprando imóveis ainda na planta — investidores elevam os preços e dificultam o acesso à moradia para a classe média e para trabalhadores urbanos. Além disso, a rotatividade intensa típica das locações de curto prazo altera a dinâmica dos edifícios residenciais: o antigo senso de comunidade cede lugar à sensação de transitoriedade constante. Moradores passam a conviver com um fluxo contínuo de desconhecidos, como se o prédio deixasse de ser um espaço doméstico e se aproximasse da lógica de um hotel, aeroporto ou rodoviária. A moradia, nesse contexto, perde parte de sua função social e comunitária.
Esse fenômeno já se consolidou em cidades europeias com forte apelo econômico e turístico — como Lisboa, Barcelona e Paris — e avança também em metrópoles brasileiras como São Paulo e Rio de Janeiro. Diante desse cenário, surge a pergunta: é possível evitar ou ao menos mitigar essa transformação da casa em ativo predominantemente financeiro?
Do ponto de vista individual, algumas estratégias se apresentam. A primeira é geográfica: quem pode trabalhar remotamente ou já atingiu independência financeira pode optar por cidades menores, onde a pressão especulativa ainda é reduzida e o custo de vida mais baixo. Mesmo quem não atingiu plena independência pode considerar aceitar uma renda nominal menor no interior, compensada por despesas mais modestas e maior qualidade de vida. Trata-se de uma decisão que envolve não apenas finanças, mas valores — estabilidade, pertencimento e segurança comunitária.
Por outro lado, para aqueles cuja atividade profissional exige presença nas grandes cidades, o desafio é mais duro. A aquisição da casa própria tende a se tornar progressivamente mais difícil, exigindo planejamento financeiro rigoroso e visão de longo prazo. Ainda assim, quem consegue consolidar esse patrimônio pode não apenas garantir estabilidade pessoal, mas também legar às próximas gerações um ativo que tende a se tornar cada vez mais escasso e valioso.
Em síntese, a financeirização da moradia é um fenômeno estrutural das economias contemporâneas, impulsionado por capital global e tecnologia. Combatê-lo integralmente depende de políticas públicas e regulação urbana. Contudo, no plano individual, resta compreender a lógica do sistema e tomar decisões estratégicas — seja migrando para contextos menos pressionados, seja planejando com disciplina a aquisição do imóvel próprio. A casa, afinal, continua sendo mais do que um ativo: é o núcleo da vida familiar e comunitária.
A casa deixou de ser apenas moradia e virou ativo financeiro. Fundos compram imóveis, reduzem a oferta de aluguel de longo prazo e encarecem a vida nas grandes cidades, enfraquecendo o senso de comunidade. Para muitos, restará o interior — ou um planejamento rigoroso para conquistar e preservar a casa própria.
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Jean Tosetto é arquiteto e urbanista pela FAU PUC de Campinas, com experiência em projetos residenciais, comerciais e institucionais desde 1999.
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