(RARO) INVOCAÇÃO DO IRMÃO DEMÔNIO (FILME AMALDIÇOADO DE 1969)
Автор: Morgana Vallamies
Загружено: 2026-02-02
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Invocation of My Demon Brother, de Kenneth Anger, 1969
A concepção de Invocation of My Demon Brother é a crônica de um naufrágio psicodélico que capturou, quase por acidente, o momento exato em que o sonho "paz e amor" dos anos 60 apodreceu e se transformou em violência.
Tudo começou em São Francisco, em 1967, quando o cineasta Kenneth Anger, um devoto da filosofia ocultista de Aleister Crowley, decidiu criar sua obra-prima: um filme chamado Lucifer Rising. Para o papel principal de Lúcifer — que na visão de Anger não era o diabo cristão, mas o anjo portador da luz e da rebeldia —, ele escolheu um jovem músico carismático e belo chamado Bobby Beausoleil. Os dois foram morar juntos em uma mansão gótica conhecida como "Embaixada Russa", onde a vida imitava a arte em um caos de rituais mágicos, uso pesado de drogas e egos inflados.
O projeto, no entanto, desmoronou de forma catastrófica. A relação entre o diretor e sua estrela tornou-se tóxica e controladora. Em um acesso de fúria ou vingança (as versões variam entre uma briga por dinheiro ou puro caos), Bobby Beausoleil roubou as latas dos rolos originais do filme quase pronto. Segundo a lenda urbana mais famosa, ele teria enterrado as filmagens no deserto do Vale da Morte, e elas nunca mais foram recuperadas. Kenneth Anger ficou apenas com os "restos": sobras de filmagem, erros de gravação, testes de câmera e cenas documentais dos bastidores.
Em vez de aceitar a derrota, Anger transformou seu ódio e frustração em um novo ritual. Ele pegou esses retalhos desconexos e os editou de forma frenética e agressiva para criar Invocation of My Demon Brother. O título não era apenas poético; era literal. O "irmão demônio" era o próprio Bobby Beausoleil, cuja imagem Anger manipulou na tela para transformar o anjo de luz em um símbolo de traição e sombra. Para completar a atmosfera de desorientação, Anger convocou Mick Jagger, que na época estava flertando com o satanismo estético, para criar uma trilha sonora em um sintetizador Moog que soasse não como música, mas como um zumbido perturbador e interminável.
O que torna essa história verdadeiramente macabra é o que aconteceu imediatamente após a câmera desligar. Enquanto Anger montava esse filme-maldição, Bobby Beausoleil saía da esfera artística para mergulhar na loucura criminal ao se juntar à "Família" de Charles Manson. Poucos meses depois de ter seu rosto imortalizado por Anger como uma divindade rebelde, Bobby torturou e assassinou o professor de música Gary Hinman, um crime brutal que serviu de prelúdio para o massacre de Sharon Tate. Assim, Invocation of My Demon Brother deixou de ser apenas um filme experimental para se tornar um documento histórico involuntário: um registro visual de um assassino real em transe, lançado no mesmo ano em que a inocência da contracultura morreu.
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