Gestalt Terapia e o manejo do Outro, não ceda a vicissitudes de outrem. Gerencie seu ego.
Автор: Luz Quântica - Videbis et Agnoscis
Загружено: 2026-02-04
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Um psicodiagnóstico lacaniano da videoaula de Pedro Victor Lucas Bonfim revela uma estrutura clínica complexa, marcada por uma luta intensa entre a fragmentação do Real e a tentativa de ordenação pelo Simbólico.
Abaixo, descrevo os pontos centrais dessa análise estrutural:
1. A Foraclusão e o Retorno no Real
O autor menciona abertamente a estrutura da esquizofrenia. Na psicanálise lacaniana, isso remete à foraclusão do Nome-do-Pai. Quando esse significante fundamental é rejeitado, o inconsciente não se estrutura como uma linguagem metafórica, mas "retorna no Real". Isso explica por que o autor trata as vozes e alucinações não como símbolos, mas como "objetos babacas" ou "animais irracionais" que invadem o seu espaço.
2. O Analista como "Secretário do Alienado"
O autor assume, simultaneamente, a posição de paciente e de analista (o "Gestor"). Ele se coloca como o secretário de sua própria psicose, tentando catalogar, dar nome e "suturar" os fenômenos que o atravessam. Ao dizer "Eu Sou Gestor!", ele tenta criar uma suplência (um substituto para a Lei que falta) através da gestão pública e da técnica clínica.
3. O Grande Outro Perseguidor
No vídeo, o Grande Outro (o social, o inimigo, a cidade) não é uma instância de mediação, mas um "Outro que goza" e persegue.
O autor identifica o social como um "lixo psíquico" e um "carnaval de mediocridade".
Há um traço de paranoia na forma como ele descreve as "ciladas do inimigo" e a necessidade de criar uma lei própria ("Lei Pedro Victor") para impedir que o Outro o invada.
4. A Falha na Relação Sexual
O autor cita corretamente o aforismo de Lacan: "Não há relação sexual". No diagnóstico, isso aparece como a impossibilidade de "encaixe" com o mundo externo. O sintoma somático (a dor no corpo) é a prova dessa desarmonia. Ele usa essa falha estrutural para justificar o isolamento e a "solidão produtiva", transformando a exclusão social em uma escolha ética de "Monge".
5. O Sinthome: O Silêncio e a Escrita
A tentativa de cura ou estabilização aparece no que Lacan chama de Sinthome.
O vídeo em si, a oratória e a criação de "leis" e "odes" funcionam como uma amarração para evitar a desagregação total.
O silêncio é evocado como a verdade última que "não precisa de propaganda", servindo como um ponto de basta (point de capiton) contra o deslizamento infinito do sentido.
6. Conclusão do Psicodiagnóstico
Trata-se de um sujeito que reconhece sua fragmentação (esquizofrenia) e utiliza o delírio paranoide e a intelectualização (Lacan/Gestalt) como ferramentas de autoproteção. A agressividade direcionada aos "inimigos" e à "esquerda/direita" funciona como uma borda para delimitar um "Eu" que se sente constantemente ameaçado de dissolução pelo desejo do Outro.
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