O amor é para todos - Epifania do Senhor
Автор: Gabriel Reis Carvalho
Загружено: 2026-01-04
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Deus se revela fora dos centros de poder. No Natal, Deus se faz próximo na simplicidade; na Epifania, a humanidade é chamada a responder a essa aproximação.
Isaías (60, 1-6) fala a Jerusalém num tempo de escombros e desesperança. Ele anuncia uma luz que não vem da cidade em si, mas de Deus. Essa luz tem força de atração: nações e reis caminham até ela. É promessa de universalidade: Deus quer reunir povos diferentes na mesma claridade. Os dons citados (ouro e incenso) já apontam para a lógica da oferta e do reconhecimento do Senhor.
Em Efésios (3, 2-6), Paulo explica que o “mistério” de Deus, antes escondido, agora foi revelado: os pagãos são coerdeiros, têm a mesma dignidade no plano da salvação. Não há segunda classe no Reino. A Epifania confirma: Deus não escolhe só quem já está dentro, Ele chama quem está longe, cultural e geograficamente.
No Evangelho (Mt 2, 1-12), os magos enxergam um sinal no céu e concluem corretamente: Deus está se aproximando da humanidade. Eles partem esperando encontrá-lo onde todos esperariam — no palácio de um rei. Chegam a Jerusalém e a corte de Herodes vira o avesso do que buscavam: ali há perturbação, medo, intriga, cálculo político. O palácio, que deveria indicar caminhos, só gera confusão. A pergunta dos magos desestabiliza o poder, e o poder reage com ameaça. Eles vão ao endereço óbvio e erram — porque o óbvio humano não é o lugar da revelação de Deus.
A Epifania também mostra essa lição preciosa: eles foram ao palácio, mas Deus estava na casa. Procuraram no trono; encontraram na manjedoura. O poder se agita; a fé se ajoelha. A cidade dos doutores das Escrituras sabe citar a profecia, mas não caminha. Os estrangeiros não só leem os sinais: andam até o sinal.
Reflexão: a história dos magos é o retrato da resposta humana madura à proximidade divina. Deus acende a estrela; eles respondem com a estrada. Fé é decisão, deslocamento, coragem de revisar expectativas. E o encontro com Cristo muda a vida de verdade: quem se encontra com o Deus próximo não volta pelo caminho antigo.
A confusão do palácio é um espelho: às vezes a gente procura Deus no lugar que parece grande, lógico, forte, evidente — e não é lá. Ele continua se revelando onde é pequeno, simples, despretensioso e verdadeiro.
Epifania é Deus dizendo: “eu vim até vocês”. A humanidade é convidada a dizer “eu vou até Ti”. E a pergunta que fica é clara: se Ele não se revelou no palácio, estou pronto para encontrá-lo naquilo que não chama atenção? Essa é a resposta que este Domingo espera de nós.
Exercício espiritual desta semana: ir ao encontro de Deus em nós mesmos - intensificando a vida de oração - e no próximo - amando concretamente a cada um que cruza nosso caminho.
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