A Necessidade de Coisa Nova 2/3 (Apocalipse 21:5)
Автор: ALCANÇADO
Загружено: 2026-01-02
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“Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5)
A necessidade teológica da nova criação: redenção do homem e restauração de toda a criação
Esta afirmação não é isolada nem simbólica apenas no sentido espiritual. Ela encerra o propósito eterno de Deus, iniciado na criação (Génesis 1–2), corrompido pela queda (Génesis 3) e progressivamente restaurado através da redenção em Cristo, até à sua consumação final.
A necessidade de Deus “fazer novas todas as coisas” não nasce de uma falha no Criador, mas da realidade da corrupção introduzida pelo pecado, que afectou:
1. O homem (ontologicamente e moralmente)
2. A criação (cosmicamente e estruturalmente)
3. A relação entre Deus, o homem e o mundo
2. A criação original: boa, ordenada e funcional
A Escritura afirma repetidamente que a criação original era boa: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1:31)
O homem foi criado:
À imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26–27)
Como vice-regente sobre a criação (Gn 1:28)
Em harmonia com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a natureza
Não havia morte, corrupção ou alienação. O mundo era funcionalmente adequado ao propósito divino.
3. A queda: corrupção ontológica e cósmica
3.1 A queda do homem
Em Génesis 3, o pecado não é meramente um erro moral, mas uma rebelião ontológica. O homem rompe:
A comunhão com Deus (Gn 3:8–10), A integridade interior (culpa e vergonha), A relação com o outro (acusação e conflito), A relação com a criação (trabalho penoso)
Paulo descreve esta condição como morte espiritual: “Estando vós mortos em ofensas e pecados” (Ef 2:1) O homem torna-se incapaz de restaurar-se a si próprio (Rm 3:10–12).
3.2 A criação sujeita à corrupção
A queda não afectou apenas o homem. Deus declara à própria terra:
“Maldita é a terra por tua causa” (Gn 3:17)
Paulo interpreta isto teologicamente em Romanos 8:
“Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou” (Rm 8:20)
A criação não pecou, mas sofre as consequências do pecado humano. Isto inclui:
Decadência, Morte, Desordem, Catástrofes naturais, Entropia
4. A criação que geme: dores de parto, não de morte
Romanos 8:22 afirma:
“Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.”
A metáfora é crucial: dores de parto, não de execução. Isto indica:
Sofrimento com esperança
Dor orientada para um nascimento
Expectativa de algo novo, não aniquilação
A criação espera:
“A manifestação dos filhos de Deus” (Rm 8:19)
Ou seja, a glorificação do homem redimido está intrinsecamente ligada à restauração da criação.
5. A redenção em Cristo: o início da nova criação
5.1 Cristo como o último Adão
Paulo apresenta Cristo como o último Adão:
“Assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Co 15:22)
Cristo não veio apenas salvar almas, mas reverter os efeitos da queda.
5.2 Nova criação já iniciada, mas ainda não consumada
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17)
Aqui vemos o padrão bíblico do já e ainda não:
Já somos nova criação espiritualmente
Ainda aguardamos a redenção plena do corpo e do cosmos (Rm 8:23)
6. Porque é necessário Deus fazer novas todas as coisas?
6.1 Porque o pecado corrompeu tudo - O pecado não pode ser remendado; deve ser erradicado:
“E não entrará nela coisa alguma que contamine” (Ap 21:27). Deus não recicla o pecado; Ele julga, purifica e renova.
6.2 Porque Deus é fiel ao Seu propósito original
Isaías profetiza: “Porque eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas” (Is 65:17). Deus não abandona o Seu projecto. Ele cumpre aquilo que iniciou (Fp 1:6). Porque a glória de Deus exige uma criação restaurada
“A terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor” (Hc 2:14)
Uma criação corrompida não reflecte plenamente a glória divina.
7. Novos céus e nova terra: renovação, não aniquilação
A linguagem bíblica aponta para renovação qualitativa, não destruição absoluta: “Esperamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pe 3:13) Tal como o corpo ressuscitado é o mesmo corpo, mas glorificado (1 Co 15), assim também a criação será:
Libertada da corrupção - Restaurada à sua finalidade original. Submetida plenamente ao reinado de Cristo
8. Conclusão: esperança escatológica e responsabilidade presente
Apocalipse 21:5 não é apenas uma promessa futura; é uma declaração do carácter de Deus:
Ele é Redentor, Ele é Restaurador, Ele é Fiel
A nova criação é a resposta divina:
À queda do homem, Ao sofrimento da criação, À fidelidade da aliança
“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Vem, Senhor Jesus.” (Ap 22:20)
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