VIAGEM DE MOTO AO ALASCA - 5ª PARTE - DO ALASCA AO RIO
Автор: Sociedade dos Viajantes de Moto - SVM
Загружено: 2022-04-06
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Confira a playlist com os outros vídeos de minha viagem ao Alasca, no link:
• VIAGEM DE MOTO AO ALASKA
Para iniciar a volta para casa, permaneci um dia a mais em Prudhoe Bay, na esperança de que no segundo dia a chuva parasse e o sol secasse a estrada. Mas, no dia seguinte a chuva continuou molhando o permafrost, tornando parte daquele chão quase intransitável para qualquer motocicleta. Como verifiquei que a chuva permaneceria pelos próximos dias, resolvi surfar na lama com a Electra Glide, que já estava com o pneu traseiro bem gasto. Os protocolos de pilotagem que usei nessas condições foram os seguintes: máxima SUAVIDADE nos comandos, não frear para não desperdiçar gasolina, usar a marcha para reduzir a velocidade; e seguir a 30/80 Km/h, principalmente, nos longos declives de centenas de metros. O cuidado extremo era nas etapas em que a estrada era de pura lama amarela, onde os pneus afundavam; e caso a moto caísse, não teria como ser levantada. Em um desses longos declives, ainda no topo avistei a distância um ponto negro imóvel à margem direita da estrada. Era um urso, em pé, que olhava na minha direção. A uns 10 metros de distância, o medo parou a minha respiração. Então, o urso arriou as duas patas dianteiras no chão, e graças a Deus, deu meia volta e entrou na mata. Levei um bom tempo para voltar a respirar e o coração voltar a normalidade. O retorno a FARBANKS tinha uma sensação de fim de aventura, pois todas as dificuldades de pilotagem passadas na estrada, durante a viagem, ficaram insignificantes frente as experiências vividas na Dalton Highway, no Extremo Alaska. Seguindo no rumo sul, pela ALASKA HIGHWAY, sob um grande temporal, atravessei a fronteira para o Canadá. Não tinha ninguém nem para olhar o passaporte. Dali em diante, revisitar todo o YUKON e rever o melhor da BRITSCH COLUMBIA foi excepcional, pois os animais selvagens e a sequência de paisagens de cartão postal parecem nos remeter a outro mundo; de organização, paz e rara beleza. Então, rumei para Billings, a fim encontrar o amigo MAGNUS VALENTE, apresentado pelo meu irmão CACAU, de Salvador – BA. Lá, passei uns dias e fiz a revisão da motocicleta, que a concessionária HD fez questão de não cobrar. Depois de excelentes estradas, cheguei ao imperdível Evento de STURGIS, onde o acolhimento pelos amigos dos HARLEY’S DOGS MC, em RAPID CITY, me encheu de novas energias, atenuando a SOLIDÃO CONTÍNUA, que potencializava a saudade da família, dos amigos e do meu lugar. Em CHICAGO o meu ânimo melhorou ainda mais, ao encontrar a minha esposa Claudia. Outro grande prazer foi poder viajar na companhia do casal Edinho e Cida, que são amigos de muito tempo. Após pilotarmos na Cauda do Dragão (The Tail of The Dragon) com suas 318 curvas, nos despedimos em Atlanta. Então, eu estava preparado para fazer a travessia do México e da América Central, sozinho, montado em uma máquina gringa, que infelizmente chamava muito a atenção. Ao chegar a OAXACA, no MÉXICO, tive a honra de conhecer o viajeiro ANTONIO BRAGA, que me apoiou, sugeriu locais imperdíveis para conhecer e aconselhou como melhor lidar com os Tramitadores, que realizam os trâmites da nossa documentação, nas fronteiras da América Central. Me disse que devemos escolher os meninos, porque além de mais honestos, geralmente trabalham para ajudar as suas mães. Toda noite, durante a travessia do México, a televisão mostrava a violência crua e gratuita perpetrada pelos narcotraficantes contra cidadãos e turistas, em diferentes regiões do país. Quando atravessei a fronteira, entre México e GUATEMALA, ainda era bem cedo. No guichê da aduana guatemalteca, fui informado que a PERMISSÃO DE TRÂNSITO TEMPORÁRIA da minha motocicleta tinha vencido e eu precisaria de 3 meses para tirar uma nova, que me permitisse atravessar a Guatemala. Depois de me assustarem bastante com as dificuldades, resolveram me vender muito caro a facilidade. E eu comprei. Mesmo assim, me obrigaram a transportar na garupa um cidadão local até a próxima fronteira e me deram um prazo de 24 horas para atravessar o país, sob pena de prisão e apreensão da motocicleta, caso eu descumprisse as determinações aduaneiras. Depois de me segurarem durante todo o dia, quando me liberaram para continuar a viagem, já era fim de tarde e a tempestade de chuva e vento varria a floresta escura, que cobria toda a estrada. Esse foi o maior infortúnio durante toda a viagem de volta. Por outro lado, tive bons momento na COSTA RICA e me encantei novamente com a Cordilheira dos Andes. Mas nada se compara a felicidade que senti, ao atravessar a fronteira e entrar no BRASIL, pois já me sentia em casa. Em qualquer viagem, voltar para a família e para os amigos sempre será a experiência de maior felicidade.
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