Quinta da Cardiga, doação por D. Afonso Henriques á Ordem do Templo - Portugal
Автор: Lugares Encantados em Portugal
Загружено: 2024-05-31
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A Quinta da Cardiga é uma antiga quinta apalaçada situada na Golegã, distrito de Santarém
A doação da Quinta da Cardiga à Ordem dos Templários em 1169 por D. Afonso Henriques, para arroteamento e cultivo, juntamente com o castelo de Zêzere, a torre da Atalaia e o Castelo de Almourol eram postos de vigia da milícia do Templo. Tal importância tinha a Quinta da Cardiga que em 1550, D. João III autorizou o seu irmão a proceder à mudança do percurso do rio Tejo, fazendo-o passar pela Cardiga.
Extinta esta Ordem, passou para o domínio da Ordem de Cristo, que aí edificou uma granja de veraneio 1540-1542. O projeto do conjunto da quinta (incluindo o palacete, o celeiro, a capela e o claustro), é atribuído à traça do arquiteto João de Castilho.
Palácio construído no séc. 16, pela Ordem de Cristo, sobre estruturas mais antigas e que tiveram por base um castelo medieval, da Ordem do Templo, de que subsiste a torre de menagem. D. Afonso Henriques doou o castelo da Cardiga e o de Zêzere aos Templários, em 1169, como recompensa pelo contributo que deram na conquista de Santarém e no cerco de Lisboa, com todas as herdades desbravadas pela Ordem, em 1169, ao mesmo tempo que confirmava a doação do castelo de Ceras, mas as inscrições, datadas de 1171, existentes noutros castelos referem que D. Gualdim Pais fora responsável pela construção de, entre outros, o castelo da Cardiga. Independentemente de ter sido construído ou reconstruído no séc. 12, pela Ordem do Templo. Do castelo da Cardiga subsiste apenas a torre de menagem, de planta retangular e paramentos aprumados, em alvenaria de pedra, rasgados por seteiras. A Ordem dos Templários foi extinta em 1312, e todos os bens, rendas e direitos, passaram a pertencer à Ordem de Cristo.
Em 1321, a Cardiga é entregue aos monges como comenda, tendo de pagar 250 libras de renda/ano ao Convento de Tomar.
Em 1536, a comenda da Cardiga passa para a administração do Convento de Tomar e por volta de 1540, foram adquiridos mais terrenos e deu-se inicio à construção do palácio, projectado pelo arquitecto João de Castilho, também responsável pelas grandes obras efectuadas no Convento de Cristo.
A Quinta da Cardiga é hoje uma das mais notáveis propriedades do País, mas que infelizmente apesar de todo o peso de sua história, encontra-se quase em ruínas. Actualmente abandonada, foi outrora morada e pernoita de muitos reis, nobres e fidalgos que por aqui passaram, como por exemplo D. Filipe II, vindo das cortes de Tomar a caminho de Lisboa, em 1580, foi um dos muitos ilustres hóspedes desta casa, até após a revolução liberal e a extinção das ordens religiosas, em 1836 a Quinta da Cardiga foi vendida em hasta pública por 200 contos de reis.
Desde então, a quinta e o palácio da Cardiga conheceram vários proprietários que continuaram a desenvolver intensa actividade agrícola.
Até meados do século passado a quinta ainda produzia cereais, vinho, azeite de grande qualidade, dando emprego a muitos que, aqui chegados para as campanhas sazonais.
Além do conjunto arquitectónico recheado de diferentes estilos, é de realçar a importante variedade de painéis de azulejos, que vão desde o século XV ao séc XX.
Junto ao palácio, existem as inúmeras construções de apoio à agricultura, antigos lagares e adegas, armazéns e oficinas, estábulos e cavalariças, estão ociosamente vazios e à beira da ruína, mas que apesar de tudo deixam transparecer que numa época que já lá vai. Deveria ser um lugar cheio de vida, onde não faltaria trabalho a quem quisesse procurar por um emprego. Outrora buliçosa e atarefada, a quinta da Cardiga, hoje está silenciosa e parada no tempo. O seu semblante decrépito não lhe retira de todo a magia, tal como nos seus tempos áureos, ainda é local para passeios agradáveis e inesquecíveis.
O conjunto formado pela torre ameada da Quinta da Cardiga e antigas construções que a envolvem, designadamente os claustros, capela e celeiro e pequena colunata por cúpula semiesférica, está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1952.
História á parte, segundo uma entrevista dada por Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Vila Galé, em Outubro último e, agora, ganhou contornos de maior realidade: este grupo está interessado em transformar a histórica Quinta da Cardiga, numa unidade hoteleira de referência, à semelhança como tem acontecido com outros monumentos, Jorge Rebelo de Almeida assegurou que o projeto «está encaminhado» e que «vai avançar», elogiando o papel da Câmara, que recebeu esta ideia «de braços abertos». Aliás, a obra deverá mesmo começar até final deste ano. Confirma-se, desta forma, a projeção feita em Outubro último, em Tomar, altura em que o presidente do Vila Galé admitiu a vontade de continuar a investir no Interior.
A ser verdade, se for para avançar, meu apelo, que ao menos sejam respeitadas toda a sua integridade, além da sua originalidade tal como estamos acostumados a ver este grande complexo histórico.
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