NERVE - LENDA (Letra na descrição)
Автор: NERVE
Загружено: 2015-09-27
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Описание:
Tema extraído do álbum "'TRABALHO & CONHAQUE' OU 'A VIDA NÃO PRESTA E NINGUÉM MERECE A TUA CONFIANÇA'".
Escrito, interpretado, gravado e misturado por NERVE.
Instrumental por NERVE.
Masterizado por PEDRO QUARESMA.
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Páginas NERVE:
http://www.nerve.pt
/ avidanaopresta
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Instagram/Twitter: @nervemorrenofim
BOOKING/PRESS:
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EDIÇÃO:
Mano a Mano, 2015.
http://www.manoamano.pt
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LETRA:
Um dia, eles vão dizer que eu fui uma farsa e que todas as minhas peças foram escritas por uns anónimos génios da minha época; que eu era fraco nas aulas, sem dívidas à inteligência e não podia andar para aí a parir poemas. Porra, eu perdi centenas de horas, eras, de volta desta obra. Estou pronto a pregar uma sesta como o campónio do Miguel Torga. Já vi tudo. A vida é somente fumar, queimar o tempo, escrever, deprimir e recusar concertos. Lamento mas, ó minha gente, vim agraciar-vos só com a presença. Tudo indicava que hoje ficava em casa, a encher a cabeça. Conheçam-me, longe de mim. Cuspo fogo viscoso num vergonhoso nicho. Misto de loucos, freaks, geeks, que me segue como se eu fosse Cristo. – Nerve ouve-se. – É? Fixe. Deixa só queimar uma década e ele sai do alçapão, pálido, de barba pelo pélvis, e diz: fiz um novo disco. Já estou a ver os fãs com náuseas, a sair da sala, tipo: “foda-se, eu paguei para ver um espectáculo, este gajo está a brincar com a malta”. Interacção com o público? Eu? Eu subo ao palco e tenho um monólogo. Agora é ter paciência como o meu psicólogo. Se, por obra do destino, isto está a gravar, antes de mais, eu queria agradecer por tão privilegiada oportunidade de expor o meu pranto, perante vós, com sangue na voz. Se for demais, digam: “Nerve, isso não é interessante para nós”.
Quem? Eu? Não sabeis? Uma lenda. Quem eu sou? Uma Lenda. Depois de séculos a aviar versículos, querem que eu vá surgir numa de: “Ah, não sei. Já foi há muito. Por agora, eu fico-me. E amanhã, quem sabe, eu sou”. Quem? Eu? Não sabeis? Uma lenda. Quem eu sou? Uma Lenda. Quando eu nasci, planetas alinharam-se como que numa vénia cósmica ao Imperador, a luz mudou e estrelas escreveram o meu nome num céu bordô.
Ouve, não me oiças. Morre. Olá, Boa noite. O meu nome é N-n-n-não interessa e eu costumava escrever umas coisas. Não se incomodem comigo. Eu estou só para aqui a gastar membranas de microfones, quando dava um óptimo mendigo. O tempo que perdi no disco chegou para incorporar versos sobre isso mesmo e agora ter um verso sobre ter versos sobre isso. Não singrei por um triz. Tão feliz, dei concertos de merda em algumas das melhores casas do país. – É? E então? – E não estou nisto para, mais tarde, ter o prazer de dizer “filho, olha o que eu fiz com a tua idade”, mas sim para, quando ele perguntar “porque é que a mãe nos deixou e não há comida na mesa?”, eu lhe pregar uma lição acerca de prioridades. No outro lado do mundo, eu teria esta casa cheia. E umas sete capas de CD com esta cara feia. Eis a mente visionária e sem emprego, como se a minha especialidade fosse Tapeçarias da Malásia. Aposta que, se esta brincadeira da conquista mundial der para o torto, eu sei onde é a saída e tenho a nave lá fora. Vou de casa e ego às costas. Sem destino, porém sem medo, pois quando fizerem um filme de mim, isto ainda vai enriquecer o enredo.
Quem? Eu? Não sabeis? Uma lenda. Quem eu sou? Uma Lenda. Do meu pináculo, digo: Mãe, perdoa eternizar-me por nome este, em vez do nome que por mim escolheste. Não quero parecer ingrato, mas… quem? Eu? Não sabeis? Uma lenda. Quem eu sou? Uma Lenda. Se, por ventura, a minha conduta não se coaduna com os “princípios e parâmetros de avaliação de carácter” desta escumalha, então quero mais é que morram longe. Quem? Eu? Não sabeis? Uma lenda. Quem eu sou? Uma Lenda. Quando eu nasci, planetas alinharam-se como que numa vénia cósmica ao Imperador, a luz mudou e estrelas escreveram o meu nome num céu bordô.
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