Minha sogra sorriu ao me servir uma lasanha estranha. Quando a polícia chegou, ela...
Автор: ENCANTADORA DE HISTÓRIAS
Загружено: 2025-07-06
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Sempre desconfiei daquele olhar doce demais da minha sogra. Era o tipo de doçura que escorria pelos cantos da boca como mel vencido: pegajosa, forçada e, se ingerida, envenenava. Ainda assim, por anos, mantive a pose. Sorri nas festas, levei flores nos almoços e agradeci cada gesto dela como se fossem sinceros. Mas naquele domingo, ao meio-dia em ponto, ela cruzou um limite.
Sentados à mesa, meu marido, eu e ela — a anfitriã do almoço — estávamos cercados de porcelanas impecáveis e um silêncio espesso. Ele mal tocava os talheres, enquanto ela sorria demais, como se escondesse algo entre os dentes. E então veio o prato.
Uma lasanha. Ou o que parecia ser uma. A massa, de um tom esverdeado nada comum, tremia sob um molho espesso, com cheiro indefinível. Ela colocou bem à minha frente, inclinando-se como uma atriz num teatro barato e sussurrou com voz melosa:
— Fiz só para você, querida.
Meu estômago revirou. Não pelo cheiro, nem pela aparência. Mas pelo tom. Pela forma como seus olhos brilhavam mais que o normal. Era como se me desafiasse a comer aquilo. Como se já soubesse que eu recusaria e, com isso, perdesse algum jogo silencioso que ela mesma havia inventado.
Meu marido, ao lado, permaneceu imóvel. O garfo dele repousava sobre a borda do prato. Não se mexia. Não olhava nos meus olhos. E isso bastou. Ele sabia.
Sorri. Lentamente. Mas não disse nada.
Peguei o celular, deixei apoiado ao lado do prato e, com um toque discreto, iniciei a gravação. Fingi ajeitar a toalha de mesa, enquadrando perfeitamente a imagem dela, ainda com aquele olhar de satisfação cruel. E esperei.
Ela não aguentou o silêncio.
— Esta é uma receita especial… só para você. Fiz com minhas próprias mãos. É única — disse, com ênfase nas últimas palavras, como se escondesse um código secreto nelas.
Continuei sorrindo.
— Você vai experimentar? — insistiu, com a voz carregada de expectativa. Quase como uma criança doentia esperando a explosão de um brinquedo maligno.
Peguei o garfo. Encostei levemente na lasanha. A camada superior cedeu como uma carne podre. Um líquido esverdeado escorreu pelo canto do prato.
Levantei.
— Um minutinho — murmurei, com calma.
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