Crise no STF: Dias Toffoli enfrenta pressão e pedido de impeachment por atuação no Caso Master
Автор: Resumo Dia
Загружено: 2026-01-19
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), está no centro de uma crise institucional após ser alvo de um pedido formal de impeachment apresentado no Senado Federal nesta quarta-feira (14). O pedido, encaminhado ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, foi assinado pelos senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicano-DF), que alegam haver indícios de crime de responsabilidade envolvendo o ministro e possíveis violações à Constituição Federal.
No centro das acusações estão decisões e condutas de Toffoli enquanto relator do chamado “Caso Banco Master” no STF. Os senadores denunciam afronta à imparcialidade, conflito de interesses e comportamentos incompatíveis com o decoro do cargo. O documento protocolado aponta, entre outros pontos, a viagem de Toffoli a Lima, no Peru, em aeronave particular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acompanhado de advogado de defesa no processo do banco. Reportagens recentes também mencionam vículos profissionais entre familiares do ministro e fundos ligados ao banco investigado.
O Caso Banco Master ganhou notoriedade após a defesa de Daniel Vorcaro acionar o STF em novembro de 2025, pedindo o envio das investigações da Operação Compliance Zero à Corte, sob o argumento de que documentos apreendidos citavam autoridades com foro privilegiado. Toffoli, escolhido por sorteio para relatar o caso, decretou sigilo total dos autos no mesmo dia e, em decisões controvertidas, afastou a Polícia Federal da análise de provas relevantes, limitando o trabalho a quatro peritos. Essas medidas reforçaram as suspeitas de parcialidade e motivaram duras críticas de colegas do próprio Supremo e da sociedade.
A crise se agravou após reportagens da Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo revelarem que o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes assinou contrato milionário com o Banco Master e que Moraes teria intercedido junto ao Banco Central para beneficiar a instituição. Apesar da gravidade, as respostas dadas pelos ministros foram consideradas genéricas e insuficientes por juristas e por parte significativa da sociedade civil.
Especialistas como o cientista político Felipe Rodrigues e o jurista Bruno Coletto destacaram o contraste entre a postura midiática habitual dos ministros do STF e o silêncio diante de denúncias sérias. Eles alertam para o risco de corrosão institucional e ceticismo cívico a partir da falta de transparência e accountability no tribunal, cujo controle externo é considerado limitado.
Nos bastidores do STF há um consenso crescente de que Toffoli pode ter de renunciar à relatoria do caso. A solução mais provável seria o próprio ministro pedir afastamento sob justificativa de problemas de saúde, o que abriria espaço para sorteio de novo relator. Até o momento, no entanto, Toffoli segue à frente do processo e não cogita se declarar impedido.
Enquanto isso, o pedido de impeachment reforça pressões políticas sobre o Supremo Tribunal Federal e alimenta o debate público sobre a responsabilidade e a transparência de seus ministros. A situação permanece em aberto, com expectativa de novos desdobramentos nos próximos dias.
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