euronews I talk - A monarquia europeia, um modelo invejável?
Автор: Euronews em Português
Загружено: 2012-12-21
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http://pt.euronews.com/ A monarquia está atualmente presente em uma dúzia de países europeus, mas até que ponto é que o papel dos reis e das rainhas é relevante? Será justificável decapitar estas instituições?
Stéphane Bern, jornalista perito em assuntos da monarquia, responde a esta e outras perguntas, colocadas pelos telespectadores.
Owen Brown, Bélgica: Gostava de saber para que serve um rei?
Stéphane Bern: "Pode até parecer decorativo, mas um rei é como uma pedra angular. Rebentamos a pedra e toda a estrutura entra em colapso. De certa forma, é o cimento de uma nação, é um embaixador, um símbolo nacional que promove a união. É como se existisse um árbitro. O árbitro não pode ser o capitão de uma das duas equipas. Julgo que os adeptos de futebol compreendem bem a metáfora."
Alex Taylor, Euronews: Mas há nações que passam bem sem reis, como o seu país Stéphane.
Stéphane Bern: "Se se passasse bem não teríamos no centro do nosso debate a questão da identidade. A nível partidário pode haver uma cisão ao mais alto nível do Estado. Penso que é preciso diferenciar as coisas. Há o simbolismo de uma nação e de um Estado e ao mesmo tempo a vida de um Governo e alternância. Percebemo-lo em Espanha, na Grã-Bretanha, Bélgica, funciona bastante bem. O objetivo é manter a unidade nacional e preservar a identidade no exterior. Vemos, por exemplo, que os reis se converteram em embaixadores, caixeiros-viajantes, principalmente em período de crise. Fazem as malas e partem a vender o produto nacional no mundo. Abrem as portas ao comércio, porque se converteram de certa forma em caixeiros-viajantes de luxo."
Antoine, Lyon, França: Consegue explicar porque é que as pessoas que vivem em países sem monarquia se sentem fascinadas pelas nações que a conservam?
Alex Taylor, Euronews: É verdade que em vários países, a França incluída, as pessoas se sentem fascinadas com o que passa, por exemplo, no Reino Unido. Porquê?
Stéphane Bern: "Há duas razões. Por um lado julgo que há uma espécie de complexo, um fenómeno de culpabilização, secreto sem dúvida, pela decapitação do nosso rei. Ao mesmo tempo surge o fascínio."
Alex Taylor, Euronews: Ainda?
Stéphane Bern: "Não tenho sentimentos de culpa, mas consigo entender. E por isso pedimos ao nosso chefe de Estado que esteja à altura da rainha de Inglaterra ou de David Cameron, o primeiro-ministro. É muito complicado. Existe uma esquizofrenia permanente, mas é verdade o que dizia o general De Gaulle, que 'os franceses têm o gosto dos príncipes, mas procuram-no sempre no estrangeiro'. Ao mesmo tempo, os países que têm uma monarquia são sempre um pouco criticados porque existe uma visão de notário, principalmente em contexto de crise, existe uma visão de contabilista ao estilo de 'Quanto custa uma monarquia?' É preciso dizer que custa três vezes menos do que uma República porque não há eleições presidenciais e poderia ser cinco vezes mais, porque existe o turismo e todos os contratos comerciais de que falei, que se firmam graças à presença de um monarca que garante uma larga duração destes contratos."
Inma, Espanha: Porque é que os países com um rei e uma rainha são geralmente demasiado "pró-monárquicos". As críticas na imprensa parecem ser pouco toleradas. Há uma censura?
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