Confusões de um poeta
Автор: Atrofire
Загружено: 2026-03-04
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#musica #rapbrasileiro #desabafo
(letra da música)
Desde pequeno eu era sozinho
Queria entender o que era o amor
Mas nunca tive isso, só aprendi o que era dor
Minha própria família me tratava como um viralata
Teu olhar me trazia medo
Bebia pra caralho e batia em mim e na minha coroa
Pra se sentir forte num mundo pequeno demais
Descontava a própria frustração em nós
Desculpa, mãe, eu nunca consegui te defender
Você sempre calada, nunca gostou de mim, eu sei
Defeituoso, nunca desejado por você
Cresci largado, esquecido, sem ninguém
Amor? Nunca tive, só raiva e dor
Meu único amigo, eu jurei lealdade
Sempre acreditei, nunca virei covarde
Nunca dei as costas, mesmo na tempestade
Mas quando eu precisei, cadê a verdade?
Eu tava no chão, coração em pedaço
E tu foi o primeiro a cuspir no meu abraço
Disse que era irmão, mas sumiu no fracasso
Promessa vazia ecoando no espaço
Perdido na vida, eu sei, nunca vali nada
Cresci no meio do grito, portas batendo na casa
Brigas virando rotina, amor virando miragem
Duas palavras bastaram pra abrir fissura no peito
Naqueles dias eu senti: algo em mim morreu cedo demais
Tentei ser bom, tentei ser forte, mas ninguém vê o meu esforço
Quando o mundo te pisa no chão e ainda te chama de lixo
A dor e a culpa me moldaram antes de eu saber sentir
Antes de saber o que é amar, eu já conhecia o tormento
Um dia, sem querer, manchei minhas mãos com escuridão
Minha vida virou conflito, não batalha de ficção
Não sou soldado, não sou forte, só aprendi a aguentar
Quando viver virou confronto, não deu tempo de recuar
Não escolhi essa guerra, ela nasceu no meu quintal
Entre gritos, portas batendo e um silêncio que dói mais
A morte não foi plano, foi sombra me seguindo
E desde então eu só queria desaparecer do caminho
No espelho vejo o filho que não pediu pra chegar
O menino que chorava sem ninguém notar
Cresci ferido por dentro, remendado na pressão
Tristeza me afundava, a raiva puxava pra ação
Não tem honra, nem medalha, nem final bonito
Só alguém que sobreviveu quando tudo era conflito
Se hoje existe fúria, não confunde com maldade
É dor guardada demais tentando virar verdade
Essa guerra me fez assim
Não foi escolha, foi consequência
Eu aprendi cedo que confiar é burrice
E que carregar tudo sozinho dói menos
Do que dividir com gente falsa do caralho
Eu prefiro segurar sozinho
Prefiro o peso me esmagando
Do que a mão de vocês fingindo ajuda
E apertando quando eu tô fraco
O que sobrou de mim não é bonito
É amargura
É ódio
É cansaço acumulado virando desprezo
Vocês falam de sonho como se entendessem alguma coisa
Cuidem da porra dos seus sonhos
Porque os meus vocês foderam sem remorso
Sorrindo
Batendo nas costas
Agindo como se fosse normal
Não me peçam perdão
Não me peçam evolução
Eu evoluí foi aprendendo a não precisar de vocês
Nem a mim eu perdoo
Por ter acreditado em gente tão vazia
E vocês…
Vocês nunca vão ter perdão nenhum
Isso aqui não é superação
É cicatriz aberta
É ódio vivo
E é tudo que restou depois que vocês passaram
Campos manchados de sangue, foi assim que aprendi a viver sozinho
A morte virou companhia constante, e a guerra virou minha rotina
Cada passo que eu dava, cada escolha que eu fazia, eu perdia um pedaço de mim
Essa é a vida que eu levo: luta todo dia, dor todo dia, sem ninguém olhando
Por que sempre que eu sorrio a vida me pisa?
Por que quando eu amo eu viro a ferida?
Afastei quem eu mais queria proteger
Isso não é azar, é padrão, é eu, pode crer
Não sou vítima, não
Assumo a merda na mão
Eu errei contigo, errei feio
E agora escrevo isso encarando o espelho
Então escuta bem o que sobra quando tudo queima
Eu não virei isso por escolha, virei por sobrevivência
Se hoje eu encaro o espelho sem pedir desculpa
É porque ninguém nunca pediu quando me quebrou primeiro
Eu não sou o herói dessa história
Sou o sobrevivente que virou cicatriz ambulante
E aprendeu tarde demais
Que viver
Às vezes
É só continuar respirando
Com o inferno inteiro
Dentro do peito
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