Beira-mar (Zé Ramalho) Violão cover Dogro Alemão
Автор: Doug Alemão
Загружено: 2021-08-21
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Zé Ramalho e a influência dos poetas repentistas.
A letra envolve os mistérios do mundo e da mente, através do fascínio que a noite carrega. Versos repletos de metáforas que dão margem pra diferentes interpretações.
Mas há uma curiosidade, pouco notada. A letra possui estrutura de versos usada nas cantorias e desafios repentistas, o “Galope à beira-mar”.
Há dezenas de modalidades de repentes, que se diferenciam por: numero de versos em cada estrofe, quantidade de silabas nos versos, disposição das rimas, tema a ser desenvolvido durante a cantoria, etc.
As principais características do Galope à beira-mar são:
01- Estrofes de dez versos;
02- Cada um desses versos tem onze sílabas poéticas;
03- Cada verso é acentuado na 2ª, 5ª, 8ª e na 11ª sílaba para dar a cadência (o galope);
04- Os versos rimam entre si: o primeiro com o quarto e o quinto, o segundo com o terceiro, o sexto com o sétimo e o décimo, e o oitavo com o nono;
05- A estrofe sempre termina com uma frase que faça alusão à beira do mar.
“Beira-mar” foi gravada em 1979, no segundo disco solo de Zé Ramalho.
A versão gravada no disco “20 Anos - Antologia Acústica” conta com a sanfona mágica de Dominguinhos. Enfim, dá pra ficar o dia todo falando dessa música.
Valeu quem leu até aqui, viva a música brasileira!!!
Eu entendo a noite como um oceano
Que banha de sombras o mundo de sol
Aurora que luta por um arrebol
De cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano
Durante o instante que vou contemplar
Além, muito além onde quero chegar
Caindo a noite me lanço no mundo
Além do limite do vale profundo
Que sempre começa na beira do mar
Por dentro das águas há quadros e sonhos
E coisas que sonham o mundo dos vivos
Há peixes milagrosos, insetos nocivos
Paisagens abertas, desertos medonhos
Léguas cansativas, caminhos tristonhos
Que fazem o homem se desenganar
Há peixes que lutam para se salvar
Daqueles que caçam num mar revoltoso
E outros que devoram com gênio assombroso
As vidas que caem na beira do mar
E até que a morte eu sinta chegando
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
No peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
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