Domingo, 15 de Março de 2026 -
Автор: Luciano Costa
Загружено: 2026-03-15
Просмотров: 1935
Описание:
15 de março de 2026 – 4º Domingo da Quaresma– Ano A |Há uma luz sem Ocaso
Desde os primeiros tempos da Igreja que o relato do cego de nascença é proposto na Quaresma. É fácil perceber porquê: na história do cego de nascença cada cristão pode facilmente reconhecer a sua própria história. Antes de encontrar Cristo era cego, depois o Mestre deu-lhe a vista, iluminou-o na água da fonte batismal. Quando, depois de Constantino, se começam a construir os primeiros batistérios, deu-se-lhes o nome de photistéria: lugares da iluminação.
No trecho de hoje, João serve-se de um episódio da vida de Jesus para desenvolver o tema central da mensagem cristã: a salvação que nos foi dada por Cristo.
Utiliza a linguagem bíblica: a contraposição trevas-luz. Na Bíblia, as trevas têm sempre uma conotação negativa, são o símbolo do poder obscuro do mal, da morte, da perdição; pelo contrário, a luz representa a orientação para Deus, a escolha do bem e da vida.
A cura do cego de nascença é posta no contexto da Festa das Tendas, a mais popular de todas as festas judaicas, tanto que era chamada simplesmente «a festa». Durava uma semana e era caracterizada por uma explosão de alegria e pelas liturgias da luz e água.
No átrio do templo, iluminado todas as noites por grandes tochas, havia um poço onde se ia buscar a água para as oferendas. A ele se referia a profecia de Isaías: «Tirareis água com alegria das fontes da salvação». No segundo dia de festa, celebrava-se o rito da «alegria do poço», com danças e cânticos. Jesus esperou pelo «último dia, o mais solene da festa» para se pôr em pé e bradar: «Se alguém tem sede, venha a mim; e quem crê em mim sacie a sua sede». Foi durante esta festa da luz que Ele proclamou também: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida».
1ª Leitura:
O nosso relato apresenta-nos uma bem elaborada reflexão sobre a eleição. O autor do texto pretende mostrar que a lógica de Deus é bem diferente, neste capítulo, da lógica dos homens.
Antes de mais, David é apresentado como o eleito de Jahwéh. É sempre Jahwéh que escolhe aqueles a quem quer confiar uma missão. Nem a Samuel – o seu enviado – Jahwéh dá qualquer explicação. A eleição não resulta da iniciativa do homem, mas sim da iniciativa e da vontade livre de Deus.
Em segundo lugar, impressiona a lógica da escolha de Deus. Samuel raciocina com a lógica dos homens e pretende ungir como rei o filho mais velho de Jessé de Belém, impressionado pelo seu belo aspecto e pela sua estatura; mas não é essa a escolha de Deus… Samuel percebe, finalmente, que a escolha de Deus recai sobre David – o filho mais novo de Jessé – um jovem anónimo e desconhecido que andava a guardar o rebanho do pai.
A história da eleição de David quer sublinhar a lógica de Deus, que escolhe sem ter em conta os méritos, o aspecto ou as qualidades humanas que costumam impressionar os homens. Pelo contrário, Deus escolhe e chama, com frequência, os pequenos, os mais fracos, aqueles que o mundo marginaliza e considera insignificantes; e é através deles que age no mundo.
Fica, assim, claro que quem leva a cabo a obra da salvação é Deus; os homens são apenas instrumentos, através dos quais Deus realiza a sua obra no mundo.
2ª Leitura:
A imagem da “luz” e das “trevas”, aqui utilizada, é uma imagem que aparecia frequentemente na catequese primitiva, como sugere o seu uso nos textos neo-testamentários, sobretudo em João e Paulo (cf. Jo 1,4-5; 3,19.21; 8,12; 1 Jo 1,5-7; 2,9-11; Rom 2,19; 2 Cor 4,6; 1 Tess 5,4-7). O símbolo “luz/trevas” aparece, também, nos escritos de Qûmran para definir o mundo de Deus (luz) e o mundo que se opõe a Deus (trevas).
Para Paulo, viver nas “trevas” é viver à margem de Deus, recusar as suas propostas, viver prisioneiro das paixões e dos falsos valores, no egoísmo e na auto-suficiência. Ao contrário, viver na “luz” é acolher o dom da salvação que Deus oferece, aceitar a vida nova que Ele propõe, escolher a liberdade, tornar-se “filho de Deus”.
Os cristãos são aqueles que escolheram viver na “luz”. Paulo, dirigindo-se aos cristãos da parte ocidental da Ásia Menor, exorta-os a viverem na órbita de Deus, como Homens Novos, e a praticarem as obras correspondentes à opção que fizeram pela “luz”. Em concreto, Paulo pede-lhes que as suas vidas sejam marcadas pela bondade, pela justiça e pela verdade. A propósito, Paulo cita um velho hino cristão baptismal, que convoca os crentes para viverem na “luz” (vers. 14).
Mais ainda: o cristão não é só chamado a viver na “luz”; mas deve desmascarar as “trevas” e denunciar as obras e os comportamentos daqueles que escolhem viver nas “trevas” do egoísmo, da mentira, da escravidão e do pecado. O cristão não deve só escolher a luz, mas deve também desmascarar as obras das “trevas”, de forma aberta e decidida.
Повторяем попытку...
Доступные форматы для скачивания:
Скачать видео
-
Информация по загрузке: