Contraindicação e câncer de pele induzido pelo uso de hidroquinona
Автор: Dra Caroline Hespanhol - Dermatologia & Saúde
Загружено: 2022-05-04
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A hidroquinona é composto fenólico, aromático, usado como despigmentante há mais de 50 anos.Também está presen- te em cosméticos, como, por exemplo, em tinturas de cabelos, com múltiplas funções quando em baixas concentrações (até 2%), como antioxidante, fragrância e inibidora de polimerização. Também funciona como agente redutor para produções fotográ- ficas. Assim, está presente no dia a dia de grande parte da popu- lação, principalmente a feminina. A toxicologia e a segurança da hidroquinona têm sido investigadas desde 1986 pelo Cosmetic Ingredient Review (CIR). O alvo das revisões é o seu poten- cial carcinogênico. Segundo a avaliação feita pela International Agency for Research on Cancer (IARC) em 1999 sobre o seu risco carcinogênico aos humanos, a hidroquinona não é clas- sificável quanto à sua carcinogenicidade para os seres humanos (Grupo 3).1 Em estudo sobre a sua segurança em 2006, Nor- dlund et al demonstraram que não existe risco de malignidade e que o risco de ocronose é baixo com o uso de hidroquinona sob prescrição e supervisão médicas.2
TOXICIDADE E SEGURANÇA DA HIDROQUINONA
Na última década tem havido uma grande preocupação sobre o uso de hidroquinona tópica, pela falta de estudos clínicos que estejam de acordo com as novas normas federais dos Estados Unidos e pelos riscos da terapia que têm sido percebidos. A ocronose, uma descoloração azul-esbranquiçada, tem sido no- tada na população negra da África do Sul. Nos Estados Unidos a ocronose é bem menos frequente. Uma explicação para esse fenômeno é o fato de que a hidroquinona em concentrações superiores a 8% pode ser encontrada em formulações OTC (over the counter), fora dos Estados Unidos. Esse acesso descontrolado a altas concentrações por período prolongado pode aumentar o risco de efeitos adversos relacionados a essa medicação.Além disso, essas formulações podem conter outras substâncias, como resorcinol, suco de limão, mercúrio, potassa, esferas de cânfora esmagadas, peróxidos e cloretos, que podem contribuir para o desenvolvimento de ocronose.5-8
Em 1982 o Food and Drug Administration (FDA) determi- nou inicialmente que a hidroquinona seria segura e eficaz o sufi- ciente para ser vendida nas concentrações de 1,5 a 2%. Em 2006, todavia, o FDA anunciou que alteraria sua posição, indicando que as formulações OTC no comércio contendo hidroquinona e produtos sob prescrição que não tivessem sido estudados ori- ginalmente como drogas deveriam ser submetidos como “novas drogas”, com estudos clínicos, ou seriam retiradas do mercado.A única preparação que essa regra não afeta é a fórmula tripla, por- que chegou ao mercado como droga investigada por estudos clí- nicos.9,10 Há várias razões para essas preocupações do FDA, como absorção sistêmica, ocronose e carcinogênese induzida por droga. A União Europeia baniu a hidroquinona de produtos cosméticos em 2001, embora ela ainda seja vendida sob prescrição médica.5
Uma das preocupações sobre a hidroquinona é o seu po- tencial risco de produção de derivado benzeno após a metabo- lização hepática. Esses derivados causariam toxicidade à medula óssea e teriam um efeito antiapoptótico. Quando aplicada na pele, porém, a hidroquinona se desvia da rota hepática, e sua principal via de excreção é renal, através de moléculas hidros- solúveis. Outra preocupação é sobre o risco de desenvolvimen- to de adenoma renal por causa dos metabólitos potencialmente tóxicos. Além disso, não há nenhum relato de neoplasias da pele ou de órgãos internos com o uso tópico de hidroquinona desde meados do século 20.5
A hidroquinona é componente comumente encontrado em alimentos e bebidas, como café, chá, frutas, vinho tinto, tri- go e casca da pera. Estudo controlado com trabalhadores que lidam diretamente com hidroquinona, produzindo a substância ou expostos a grande quantidade dela, não mostrou nenhuma evidência de morte prematura ou malignidades. Hidroquinona oral ou injetável em animais também não demonstrou ser carci- nogênica nem provocou alterações na medula óssea. Em estudo sobre a segurança da hidroquinona em 2006, Nordlund et al. demonstraram que não existe risco de malignidade e que é baixo o risco de ocronose com o uso de hidroquinona sob prescrição e supervisão médicas.2
Referência bibliográfica: DOI: http://dx.doi.org/10.5935/scd1984-877...
Hidroquinona: vilã ou heroína?
Hydroquinone: hero or villain?
Surg Cosmet Dermatol 2017;9(3):203-3.
Dra Caroline Hespanhol
Médica Dermatologista
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
CRM-SP 138574
RQE 95948
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