PARTE 1- GRAVIDEZ SEM PAI, PERDÃO SEM CULPA. (O DRAMA DE FABIANA)
Автор: Paulinho Boa Pessoa Oficial
Загружено: 2025-10-30
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Sinopse
Eu sou Fabiana, nasci no interior do Paraná, casei-me jovem com o Paulo e, por amor, aceitei ir com ele para São Paulo, na esperança de uma vida melhor. Mas a vida nos levou à distância, à saudade, ao sacrifício.
Paulo foi embora, sem ter ainda conseguido nos trazer — e eu fiquei no sítio, aguardando, chorando. Ele chegou à capital, virou servente de pedreiro, lutando pra dar conta do sustento. Eu, sozinha, fiquei, até que me chamaram para Diadema: cheguei em 1979, mansinho, e aos poucos fui arrancando vida do nada.
No Jardim Eldorado, em Diadema, conheci o Seu Chico, dono de um bar humilde, quem nos acolheu. Lá Paulo arranjou um lugar para nós: um puxadinho atrás do bar, comida, teto, esperança. Eu assumi o bar, ajudando-o, transformando dor em trabalho.
Mas o filho de Seu Chico, o Tiago (20 anos, envolvido com drogas), apareceu, exigiu dinheiro, e uma tarde me violenciou. Paulo chegou, viu, em desespero reagiu — deixou Tiago em meio a uma poça de sangue, fugiu, achando que tinha matado o rapaz que era querido na comunidade. Ele não quis ficar. Eu fiquei. Sem notícias.
Tiago sobreviveu: quatro meses no hospital em Diadema, perdeu parte do intestino, um rim, parte do fígado — e emergiu diferente. Seu Chico, que queria vingança, viu a verdade: o filho foi antes de tudo um criminoso e merecia castigo — mas se converteu. Ele perdoou Paulo — ou melhor: perdoou-se, entendeu o perdão.
Eu descobri que estava grávida — e não sabia se o filho era de Paulo ou de Tiago. Nasceu o menino Gean Francisco, que me parecia sangue de Paulo… mas na crença de Seu Chico era neto dele. Gean tratava o homem de “vô” e aceitou, e eu sorri.
Transformamos o bar no “Pague e Pegue do Chico”, o negócio cresceu, o comércio floresceu. Tiago virou pastor, deu testemunho público, pediu perdão diante da igreja — diante de mim. Eu aceitei perdoá-lo.
Doze anos depois, em 1991, ainda moro no Jardim Eldorado, em uma casa de três andares ligada ao negócio debaixo. Seu Chico tem 56 anos. Gean tem 12. Eu, 33. A esperança de reencontrar Paulo já se tornou saudade viva.
E então, inesperadamente, Tiago me propõe casamento — não por desejo carnal, mas por reparação, por dar a Gean um nome, uma família, por me dar paz. Eu reluto, mas o velho Seu Chico me incentiva: ele viu a transformação. Eu aceitei.
É aí que paramos, no limiar de um novo começo — mas com o passado à espreita, com Paulo sumido, com feridas ainda abertas… e com a vida me mostrando que o amor pode nascer no meio da dor, e a dignidade pode florescer do abandono.
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