#alcoolismo
Автор: Rafa Pessato
Загружено: 2025-08-02
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Não é só uma questão de “gostar de beber”.
Para muitos neurodivergentes, como pessoas com TDAH e autismo (como eu), o álcool surge como um atalho perigoso para silenciar o excesso: de estímulos, de pensamentos, de incômodos invisíveis.
O psiquiatra Gabor Maté, em Vício, o reino dos fantasmas famintos, diz:
“A questão que devemos fazer não é ‘por que o vício?’, mas ‘por que a dor?’” E a dor, aqui, tem textura sensorial.
Estudos mostram que:
• Pessoas com TDAH têm de 5 a 10 vezes mais risco de desenvolver dependência
alcoólica do que a população geral.
• Autistas, por outro lado, podem usar o álcool para amortecer sobrecargas sensoriais e disfarçar comportamentos atípicos em contextos sociais — o
chamado masking, que exaure e adoece.
Um estudo publicado na Revista de Transtornos do Autismo e do Desenvolvimento (2019) revelou que autistas diagnosticados tardiamente estão mais propensos ao uso problemático de álcool e drogas, justamente por anos tentando se adaptar a um mundo que não os acolhe.
O álcool entra como botão de desligar:
• o zumbido na mente inquieta,
• a hipersensibilidade ao som, luz, toque,
• a ansiedade de existir fora do padrão.
Mas esse “desligar” cobra caro: anestesia a dor — e a autenticidade também. E quando a anestesia passa, tudo volta mais forte: a dor, a culpa, a abstinência e o barulho.
A saída não está na fuga, mas no acolhimento. No diagnóstico que traz nome ao caos. Na escuta sensível que entende que não é “frescura” nem “falta de força de vontade” — é neurodivergência mal compreendida, medicada com álcool porque não houve outro caminho.
Se você se viu nesse texto, saiba: Você não está sozinho. E há caminhos de cuidado que
não passam pelo copo.
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