Como ler um texto difícil - pt.1
Автор: Daniel França
Загружено: 2026-03-18
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Neste vídeo, farei a leitura, interpretação, comentários e fichamento do texto abaixo:
O mito de Prometeu e os desafios do Covid 19
O homem não deve mais ser um funcionário da Técnica, mas sim o fim e nunca um meio.
Para os filósofos gregos, a Natureza representava "o fundo sagrado e imutável que nenhum homem e nenhum deus criou", acima dos homens e dos deuses do Olimpo. Todos os animais estavam e estão em harmonia com a Natureza, o homem não.
Os seres humanos, especialmente desde o início do século XX, agiram como se a Terra fosse para ser explorada e desgastada à vontade, como se a Natureza fosse uma fonte inesgotável de recursos, como se não fosse possível provocar danos irreversíveis e consequências desastrosas. Acreditávamos, por conveniência e por dolosa reticência, que todos os recursos eram renováveis, algo como peças de reposição para uma máquina. Acima de tudo, elevamos a Técnica ao valor supremo, segundo o qual a Natureza e a Humanidade são meros funcionários. Nada poderia estar mais errado. Este não foi o caso e nunca será.
O homem contemporâneo falhou, miseravelmente, em seu próprio relacionamento com a Natureza. Obviamente, nem toda a Humanidade adotou o mesmo comportamento. Os principais autores do massacre fomos nós, ocidentais (a Terra do Pôr do Sol: Europa, América do Norte e, nas últimas décadas, também os grupos sociais de elite de outros países não ocidentais). Por fim, cerca de um bilhão de pessoas, em uma população mundial de 7,5 bilhões.
O pensamento mainstream consumista concebido e realizado, até o momento, não é mais permitido e não deve mais ter espaço, a menos que se queira acelerar o fim de grande parte do gênero humano e um suicídio em massa.
Além disso, a Técnica e a Ciência demonstraram ser quase impotentes, diante de um vírus microscópico que causou a segunda pandemia de grandes proporções dos últimos 100 anos. A pandemia, erroneamente chamada de Espanhola, que fez milhões de vítimas em todo o mundo, de 1918 a 1920, é um capítulo da história meio esquecido que, de repente e de maneira dramática, voltou ao centro das atenções, com o Covid 19. Ficamos surpresos. Nós nunca teríamos pensado nisso. No entanto, fomos tragicamente atingidos como que por um raio lançado por Zeus, deus do Olimpo.
Precisamente no auge do mainstream idólatra da Ciência e da Técnica, dos míopes objetivos de crescimento predatório, da triunfante ditadura da economia global, por sua vez, escravizada pelas finanças globais sem regras e, consequentemente, por mercados que não são eficientes nem racionais, explode o absoluto imprevisto da pandemia. Os seres humanos morrem aos milhares.
Todos os países, incluindo impérios, são atacados pelo vírus. Não basta subestimá-lo com leveza demente, invocar imunidades improváveis de rebanho ou exorcizá-lo, com declarações estúpidas. Temos que enfrentá-lo por um longo tempo e muitos irão morrer.
Parece um pesadelo, dado que a Ciência e a Técnica, que também sabem desenvolver uma ação positiva para o progresso, nos proporcionaram um falso sentimento de onipotência, quase de imortalidade, como na realidade virtual de um videogame. O Covid 19 nos trouxe, tragicamente, à realidade, com a angústia que nos assola quando o inimigo a combater é invisível.
Além disso, começamos a entender que os ocidentais, apesar de seus arsenais nucleares e das terríveis armas das quais dispõem, são pessoas fracas, enquanto os mais tecnicamente assistidos e acostumados a um padrão de vida que não poderão mais manter. O futuro apresenta um cenário em que nossos filhos e netos terão que consumir os recursos acumulados por pais e avós, atrasando efetivamente a sua verdadeira emancipação que, talvez, nunca conseguirão alcançar.
Enquanto outros povos, por exemplo, africanos, hostilizados pela xenofobia e racismo na Europa e não só, são muito mais fortes, ao mesmo tempo em que em nada são assistidos pela Técnica, sendo habituados a privações que um ocidental não suportaria, inconscientemente percebidos como muito mais fortes, na medida em que superaram calvários e privações terríveis em seu desespero motivador.
Tais fatos me levam a pensar no mito de Prometeu, o Titã que favorece os homens dando a eles o fogo, contra a vontade de Zeus. O fogo significa o saber e Zeus representa o status quo, o mainstream, enfim, a situação dominante do Ocidente atual. Mas cada um de nós deve ser um Prometeu que tem em mãos a tocha com o fogo do justo conhecimento, segundo o qual o homem não deve mais ser um funcionário da Técnica, mas sempre um fim e nunca um meio.
Teremos que dar um grande testemunho de resistência civil ao Covid 19, mas deveremos também dar prova de renovação cultural, porque nada será e deverá ser como antes.
Adolfo Bracci
[email protected]
Esta é uma tradução livre do texto original. O texto original pode ser encontrado no site abaixo.
https://www.oriundi.net/adolfo-bracci...
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