Minha mãe barrou meu filho na festa dela. Em silêncio, esvaziei a casa dela móvel por móvel, sem...
Автор: ENCANTADORA DE HISTÓRIAS
Загружено: 2025-06-27
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Eu já deveria ter me acostumado. Não era a primeira vez que me colocavam de lado como se eu fosse descartável. Mas, naquela noite, alguma coisa dentro de mim quebrou de forma definitiva.
Era por volta das vinte e uma horas quando meu celular vibrou. Eu já estava com a roupa separada para a festa. Tinha passado a tarde arrumando o cabelo da minha filha e embrulhando os pequenos presentes que eu tinha comprado com tanto carinho. Mas a mensagem veio fria, direta, como um corte seco:
“Melhor você não vir. Valéria trará o namorado e não quer o Léo por perto.”
Demorei alguns segundos para entender. Reli mais de uma vez. Cada palavra me atravessava como se fossem estilhaços de um vidro que eu mesma tinha ajudado a montar e que agora se despedaçava sem piedade.
Valéria era minha irmã. E Léo… Léo era o meu filho.
Fechei os olhos por um instante. Senti o gosto amargo da humilhação se acumulando na garganta. Não respondi. Não havia o que dizer. Qualquer coisa que eu escrevesse seria apenas mais uma chance para que ela me machucasse de novo. E eu já estava cheia de cicatrizes invisíveis demais para continuar me explicando.
Minha filha me olhou do outro lado da sala, como se pressentisse algo. Estava sentada no sofá, com o vestido azul que tínhamos escolhido juntas. Os olhos dela brilharam quando perguntou:
— Mamãe, tá tudo bem?
Sorri. Um daqueles sorrisos que só uma mãe sabe dar quando tudo está desabando por dentro.
— Tá sim, meu amor. Só vou ali fora pensar um pouco.
Saí para o quintal e encostei na parede fria. O céu estava limpo, silencioso. Tão diferente do tumulto dentro de mim. Era sempre assim. Silenciam minhas vontades. Cancelam minha presença. Como se eu fosse um inconveniente constante. Um erro que todos fingem não ver, mas que jamais deixam esquecer.
Léo, meu filho, tinha apenas seis anos. Seis anos e já carregava no rosto as marcas de uma rejeição que não era dele. Era minha. E por isso respingava nele, injustamente. O motivo do incômodo de Valéria? Uma discussão de meses atrás, quando ela ousou chamar meu filho de “problema”, e eu, por fim, deixei de calar.
Entrei, tranquei a porta e caminhei até o quarto. Abri o armário. Olhei cada peça. Toquei os livros. Os brinquedos. As colchas que eu mesma tinha costurado. Me dei conta de que tudo ali tinha sido conquistado com sacrifício. Com esforço. Sem ajuda de ninguém. Nem de mãe. Nem de pai. Nem de irmã.
Voltei para a sala. Minha filha continuava quieta, folheando um livro de princesas. Sentei ao lado dela. Ela encostou a cabeça no meu ombro e sussurrou:
— A gente vai na festa?
Respirei fundo. Encarei o reflexo da gente no espelho da estante. Duas figuras cansadas de serem diminuídas.
— Não, meu bem. A festa vai acontecer sem a gente. Mas amanhã... amanhã vai ser um dia diferente.
Ela me olhou com olhos grandes, curiosos.
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