A VOZ QUE DESAPARECIA NOS PERSONAGENS
Автор: HBT Allen
Загружено: 2026-02-07
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20 anos sem essa voz.
Muita gente só descobre o nome Rodney Gomes depois de adulta.
Mas a voz… essa sempre esteve lá.
Desde a infância.
Daquelas que você não reconhece na ficha técnica — você reconhece na memória.
Neste vídeo, a gente fala de um nome que talvez não venha de imediato à cabeça de muitos,
mas que vive dentro de personagens históricos da dublagem brasileira.
Rodney Gomes nasceu em 3 de agosto de 1936, em Sorocaba (SP),
e começou cedo — muito cedo.
Ainda criança, com apenas 10 anos, já atuava no cinema nos anos 1940.
Antes mesmo da dublagem ser o que conhecemos hoje, ele já aprendia algo essencial:
tempo, interpretação, respiração e ritmo.
Passou pelo rádio, pelo teatro, pela televisão…
Era um artista completo antes de ser dublador.
A dublagem entra oficialmente em sua vida em 1959, na lendária Herbert Richers.
E ali surge uma de suas marcas mais raras:
uma voz naturalmente flexível, capaz de viver personagens jovens, maduros, cômicos ou dramáticos —
sem nunca soar repetitiva.
Rodney foi um dublador em movimento.
Entre Rio e São Paulo, ele não circulava por acaso —
ele era requisitado.
Se você viveu a televisão clássica, ouviu Rodney Gomes sem saber.
Ele foi Robin, em Batman e Super Amigos.
Foi Little Joe, em Bonanza.
Foi presença constante em séries que moldaram gerações.
Na animação, atravessou décadas.
Formiga Atômica, Dum-Dum, Jace, personagens da Hanna-Barbera, Disney, Warner…
Rodney não participou da infância de uma geração.
Participou de várias.
E então vem Iago, em Aladdin.
Sarcástico, ácido, inquieto, inesquecível.
Uma dublagem que não envelhece.
Mas o que realmente revela o tamanho desse artista é o contraste.
Poucos dubladores conseguiram algo tão raro:
apagar completamente a própria voz.
Robin.
Iago.
Yoda.
Três personagens.
Três tempos.
Três almas completamente diferentes.
Não era só mudar o tom.
Era mudar intenção, respiração, silêncio.
Quando a dublagem chega nesse nível, o dublador desaparece —
e só o personagem fica.
Além do microfone, Rodney também foi diretor de dublagem,
atuando em estúdios históricos e formando outros profissionais.
Ele não apenas fazia.
Ele construía.
Nos últimos anos de vida, enfrentou batalhas silenciosas.
Problemas de visão, rins, diabetes.
Rodney Gomes faleceu em 15 de setembro de 2006, aos 70 anos, em Niterói.
Foi homenageado no Oscar da Dublagem de 2007,
porque seu nome já estava — e sempre estará — gravado na história.
Rodney Gomes não foi uma voz espalhafatosa.
Foi presença constante.
Da infância à vida adulta.
Do herói juvenil ao mestre sábio.
Uma voz que não pedia atenção…
mas que permanece até hoje, ecoando na memória de quem cresceu ouvindo.
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