Conheça a História do Negrinho Parafuso, O rei do Cururú
Автор: Edmar do Prado Locutor
Загружено: 2021-06-04
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Conheça a História do Negrinho Parafuso, O rei do Cururú. Quem foi Parafuso?
Foi o criador de "nem quem tussa não faiz má"
Seu nome no registro Civil é Antônio Cândido, filho de Felício Cândido e de dona Lázara Cândido, nasceu em 19 de fevereiro de 1920, no Distrito de Recreio, município de Piracicaba.
Casado em três núpcias, teve 22 filhos, 14 vivos e 8 mortos.
Aposentado do “Engenho Central” morou em casa própria, no bairro do “Paiêro”, em Piracicaba-SP, começou a cantar em 1938, tomou parte, aproximadamente, em mais de 1000 cururus.
Foi o criador de “nem quem tussa não faiz má”, em São Paulo, no Parque da Água Branca em 1954, teve como segunda o Grande Hilário Galdinho, já morto. Considerava-se, ao lado de Pedro Chiquito e Zico Moreira, o melhor cantador vivo. Para ele os maiores cantadores foram Amâncio de Lara e João David. Superticioso, dizia que Mário Valêncio, cantando contra Eugênio Bueno perdeu a voz, porque o “pessoal de Laranjal” prendeu a sua voz no pilão, isso 20 anos atrás. Cantou por toda a zona do cururu, Jaú, Bauru, Olímpia e nos estados do Rio, Guanabara e Minas Gerais. Foi ganhador dos Torneios de Sorocaba, em 1962, Laranjal e “13 de Maio de Piracicaba”. Gravou vários discos. Leu a “Bíblia”, “História Sagrada”, “Martir do Golgota”, “A vida de todos os Santos”, História do Brasil”, etc.
Em setembro de 1957, Parafuso, foi entrevistado pela revista “Mirante” de Piracicaba. Todas as perguntas foram respondidas de pronto, e ele o fez em versos trovados:
Música gravada pela dupla Tião Carreiro e Pardinho
Negrinho Parafuso
Letra.
Tião Carreiro & Pardinho
Existe uma velha casa
Perto da linha fepasa
Antiga sorocabana
Lembrança que ainda resta
De quem foi o rei das festas
Das noites interioranas
Era ele um trovador
Renomado cantador
De versos improvisados
Por esse interior afora
Muita gente ainda chora
O Parafuso afamado
Vivia aquele negrinho
Rodeado de carinho
Todos lhe queriam bem
Quando o povo lhe cercava
Parafuso não negava
Um sorriso pra ninguém
No lugar que ele cantava
O povão aglomerava
Para ouvir seu repente
Além de bom repentista
Era também humorista
Divertia toda gente
Na cidade ou na fazenda
Onde houvesse uma contenda
Era sempre convidado
Das pousadas do divino
Velhos moços e meninos
Amanheciam acordados
Tietê, Capivari
Sorocaba, Tatuí
Laranjal, Botucatu
Em qualquer localidade
Era ele na verdade
O Pelé do cururu
Depois de tantas viagem
Tantas noites na friagem
Parafuso adoeceu
Nem mesmo estando doente
Ele cantava contente
E nunca se retrocedeu
Mais um dia eu me lembro
Naquele 2 de dezembro
A sua hora chegou
A região toda chorava
Quando o rádio anunciava
A morte do cantador
Naquela tarde chuvosa
Uma multidão chorosa
Cabisbaixa e contristada
Carregava seu artista
O maior dos repentista
Pra derradeira morada
No mundo tudo se acaba
A linda Piracicaba
Perdeu mais um trovador
O negrinho idolatrado
Que também foi convocado
Pra seleção do senhor
Compositores: Tião Carreiro / Nhô Chico
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