Neuralgia do trigêmeo tem cura?
Автор: Dr. André Mansano - Tratamento da Dor
Загружено: 2022-04-16
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Neuralgia do trigêmeo tem cura? Essa é uma das perguntas que eu mais recebo, não só no consultório, mas também aqui através das redes sociais e a resposta para essa pergunta é "pode ter cura", eu preciso que você assista esse vídeo até o final para que não seja mal interpretado.
Capítulos
00:00:25 Quando uma doença pode ser considerada "curada"
00:01:30 Controle da neuralgia do trigêmeo com medicamentos
00:01:49 Os tratamentos intervencionistas
00:02:10 Radiofrequência do trigêmeo
00:02:34 Compressão do trigêmeo por balão
00:03:06 Cirurgia de descompressão do trigêmeo
00:03:47 Neuralgia do trigêmeo pode ter cura?
O primeiro ponto que precisamos entender para responder a essa pergunta é a definição de cura. Entende-se como cura a resolução de um problema de saúde após a instituição de um tratamento específico, seja ele medicamentoso, fisioterapêutico ou eventualmente um procedimento médico seja ele invasivo ou não. Então o paciente tem uma doença, tem um problema de saúde, é feito o tratamento e isso fica resolvido mesmo após a suspensão desse tratamento o paciente mantém-se sem a doença, isso é a própria definição de cura. Nós sabemos que a primeira escolha para o tratamento de um paciente com neuralgia do trigêmeo é o uso de alguns medicamentos específicos, em especial da classe dos anticonvulsivantes, que têm a propriedade de estabilizar o nervo trigêmeo que está em curto circuito.
Esses medicamentos tem o potencial de "controlar" a doença em cerca de 50 a 70% dos pacientes. Veja, os medicamentos controlam a doença, eles não curam a doença. Por que? Porque uma vez suspenso o medicamento a tendência é que o paciente volte a ter dor. E nós sabemos também que quando os medicamentos não resolvem ou quando eles trazem muitos efeitos colaterais, nós devemos evoluir no tratamento e lançar de algum procedimento intervencionista para que se solucione as dores desse paciente. E eu chamo atenção de três procedimentos. O primeiro deles é radiofrequência do trigêmeo. Durante a radiofrequência nós localizamos o nervo trigêmeo com aparelho específico no centro cirúrgico e, como paciente dormindo, colocamos uma agulha dentro do nervo. Quando estivermos com agulha bem posicionada, nós colocamos um eletrodo por dentro dessa agulha, esse eletrodo é ligado a um gerador de radiofrequência que emite uma corrente elétrica cujo objetivo é inativar o nervo trigêmeo que está em curto circuito. O segundo é compressão do nervo trigêmeo por balão.
Nesse procedimento, que também não precisa de internação, nós colocamos uma agulha ao redor do nervo trigêmeo, também como paciente dormindo, mas ao invés de colocarmos um eletrodo, nós vamos colocar um cateter que tem um balãozinho na ponta, esse balão vai ser insuflado, comprimindo o nervo trigêmeo, causando uma diminuição do fluxo sanguíneo, inativando a estrutura nervosa. E o terceiro é descompressão cirúrgica do nervo trigêmeo, uma neurocirurgia um pouco mais invasiva, mas quando bem indicada tem excelentes resultados.
Já na neurocirurgia, na cirurgia de descompressão do nervo trigêmeo, que é indicado para pacientes um pouco mais jovens, que têm na ressonância uma compressão do nervo trigêmeo, é preciso então chegar até a estrutura nervosa através do cérebro, afastar essa artéria que normalmente está comprimindo nervo e colocar uma espécie de almofadinha entre as duas. Já é um procedimento mais agressivo, muitas vezes precisando de UTI.
E por que que eu digo que é neuralgia do trigêmeo pode ter cura? Vamos avaliar juntos esse estudo científico que avaliou 1600 pacientes submetidos à radiofrequência do trigêmeo. Esse é o estudo com radiofrequência, mas nós temos estudos com compressão por balão e nós temos estudos com cirurgia de descompressão também. Aqui na coluna em azul foram os pacientes submetidos a uma sessão de radiofrequência do nervo trigêmeo, o alívio imediato da dor superou os 95% e o autor, o cientista, ele acabou acompanhando esses pacientes durante 20 anos. No final de 20 anos os pacientes que tinham feito uma sessão de radiofrequência, 41% ainda estavam sem dores, ou seja, ainda estavam curados. Outro dados seria na coluna em verde que são os pacientes que foram submetidos a mais de 1 procedimento, ao segundo procedimento mantendo o índice de resolução dos sintomas extremamente alta; de 92% em 5 anos, 94% em 10, anos 97% em 15 anos e até 100% em 20 anos.
Esses dados querem dizer que pacientes submetidos a radiofrequência, mas também a compressão por balão e eventualmente a neurocirurgia podem sim ficar curados e muitas vezes para mas é claro que o nervo ele pode se regenerar após um procedimento de radiofrequência o do balão e eventualmente ele pode voltar a ser comprimido depois de uma neurocirurgia. Então não há como garantir que o paciente vai ficar curado, mas sim a essa possibilidade. Nos casos onde a dor melhora, mas volta depois de um tempo é possível que um desses procedimentos seja repetido.
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