A IMPRESSIONANTE TÉCNICA ARTÍSTICA DO POVO QUIMBAR NO NAMIBE
Автор: Sala de Visita Tv
Загружено: 2025-07-03
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A Arte Mbali ou Mbari surgiu em Moçâmedes, no seio da comunidade “quimbar”, como fruto do convívio com os colonos, que deixou raízes no mosaico socio-cultural da região, ao inspirar a criação de obras de arte com um valor histórico e espiritual envolvendo e misturando duas culturas diferentes. Enquanto os europeus cobriam seus túmulos com esculturas em mármore muitas das quais à época encomendadas na Metrópole e chegadas ali em vapores, os "quimbares" povo africano da região, saído da mistura d povos de várias etnias, que chegados ali se fundiram e miscigenaram, desenvolveram uma técnica de escultura híbrida, com um tipo de pedra característica a região, a chamada a pedra de filtro, ou pedra ferro, e trouxeram à luz do dia uma arte única em toda a África, representada por um conjunto de estelas funerárias, cruzetas esculpidas ou ornamentadas com retratos ou objectos, para homenagear ou venerar os seus mortos.
O autor do livro " 45 dias em Angola", dá-nos uma definição de "quimbar": "Kimbares, balis, lwimbalis ou vimbalis, eram inicialmente, africanos retornados do Brasil, escravos que, acompanhando os seus patrões portugueses, que haviam saído de Pernambuco, em face das hostilidades nativistas, em maio de 1849, a bordo do brigue Douro e da barca Tentativa Feliz , foram chegando à recém-fundada Moçâmedes , a partir de 4 de Agosto, e de Novembro do ano seguinte, acompanhando mais uma leva que chegava a Angola, a bordo do mesmo Douro e da barca Bracarense."
O autor do referido livro refere também :
"Mais ou menos como o Benin, o Togo e a Nigéria, Angola também recebeu africanos e descendentes retornados do Brasil. Que se fixaram, notadamente, em Moçâmedes, atual Namibe. Eram sobretudo ambundos e chegaram com uma cultura própria, cristianizada, eivada de hábitos brasileiros. Tanto que, na língua dos cuanhamas, o termo que os define, bali, mas também lwimbali ou vimbali, significa, literalmente, ”aqueles que andam com os brancos”. E no contacto com os brancos haviam adquirido costumes europeus, não andavam nus nem seminus, como os outros povos que foram encontrar em terras do Namibe, mas vestiam-se com panos da cintura para baixo, e com pequenas blusas cobrindo busto (as mulheres), e com calças e camisas (os homens), embora descalços, de acordo com usos e costumes adquiridos em terras de Santa Cruz, onde haviam aprendido a festejar o Carnaval, ao qual haviam dado um cunho próprio.
Portanto o embrião desse povo, segundo este autor, começou a germinar em Moçâmedes, após a chegada ali dos primeiros colonos e seus serviçais, escravos e livres, nesse tempo em que as relações Angola/Brasil começavam a afrouxar, em consequência da independência daquela colónia (1822). E mais concretamente com o fim do negócio de tráfico de escravos para o Brasil e Américas após o decreto da abolição em 1836, e a reconversão da mão de obra escrava para as várias actividades económicas internas em formação. A este núcleo inicial viriam juntar-se escravos libertados de navios negreiros clandestinos apresados, bem como outros africanos vindos de vários pontos do território, na generalidade todos eles pertencentes a várias etnia, que ali chegados se miscigenaram fisica e culturalmente. Ou seja perderam a vinculação étnica tornaram-se nesse povo uno ao qual chamaram "Kimbares, balis, lwimbalis ou vimbalis"
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