Radamés Gnattali - Concerto carioca No.1 (Rafael dos Santos, pn; Eduardo Lobo, gtr; OSMC, reg. Toro)
Автор: Instituto Piano Brasileiro - IPB
Загружено: 2025-06-08
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Concerto carioca No.1, de Radamés Gnattali, interpretado por Rafael dos Santos, piano, Eduardo Lobo, guitarra, com a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas sob regência de Victor Hugo Toro.
0:00 I. Marcha
6:51 II. Canção
12:20 III. Valsa seresteira
19:42 IV. Samba
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Radamés Gnattali nasceu em 1906, em Porto Alegre, e faleceu em 1988, no Rio de Janeiro. Desde cedo, foi envolvido com a música graças à formação musical da família: sua mãe, pianista, lhe ensinou os primeiros passos no instrumento, e seu pai, fagotista e maestro, incentivava os filhos a seguir esse caminho. Radamés teve uma formação sólida, estudando piano com Guilherme Fontainha e violino com sua prima Olga Fossati, chegando a atuar também como violista. Ainda jovem, trabalhou em cinemas e orquestras de baile, o que lhe proporcionou experiência prática com diferentes gêneros musicais. Tornou-se conhecido tanto como pianista quanto como regente e arranjador, destacando-se por sua versatilidade e pelo trânsito constante entre diferentes universos sonoros.
Na década de 1930, Radamés estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde consolidou sua carreira como arranjador e maestro, especialmente em sua atuação na Rádio Nacional, da qual fez parte por mais de três décadas. Trabalhou com figuras centrais da música popular urbana, como Pixinguinha, Orlando Silva e Francisco Alves, contribuindo de maneira significativa para a estruturação sonora da era do rádio no Brasil. Foi pioneiro na incorporação de instrumentos populares às formações orquestrais e desenvolveu uma abordagem única de orquestração que fundia elementos das big bands norte-americanas com ritmos e timbres brasileiros.
A extensa produção musical de Radamés inclui obras para formações diversas: escreveu sinfonias, concertos para diversos instrumentos solistas (como violão, guitarra elétrica, harmônica, acordeon, piano, harpa e bandolim), peças de câmara e obras para conjuntos populares. Destacam-se títulos como Rapsódia brasileira (1931), Brasiliana nº 1 (1945), Concerto romântico para piano e orquestra (1949), Concerto para harpa e orquestra (1958), além de suas Suítes de dança popular brasileira. Também deixou significativa contribuição ao repertório vocal, com canções como Modinha (1934), Azulão (1940) e Seis canções (1965).
Radamés cultivou parcerias artísticas com músicos que marcaram época, como Garoto, Chiquinho do Acordeon, Edu da Gaita, Jacob do Bandolim e Dorival Caymmi. A partir dos anos 1960, expandiu sua atuação para a televisão, trabalhando como arranjador e maestro nas redes Excelsior e Globo. Ainda nos anos 1970, com o renascimento do choro, teve diversas de suas obras regravadas por novas gerações de intérpretes.
A trajetória de Radamés Gnattali foi marcada por uma postura constante de experimentação, um esforço deliberado em dissolver as fronteiras entre as chamadas músicas de tradição "popular" e "erudita” e um compromisso contínuo com a criação e a reinvenção de linguagens musicais. Sua contribuição se destaca não apenas pela quantidade e diversidade de obras produzidas, mas também pelo papel de ponte entre mundos sonoros distintos, deixando um legado que segue inspirando músicos de diferentes gerações.
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Leia a respeito desta obra na tese de doutorado "O violão elétrico no Concerto Carioca n.º 1 e Radamés Gnattali: estudo histórico, analítico e estilístico visando a interpretação", defendida por Eduardo Fernando de Almeida Lobo na Unicamp em 2018: https://repositorio.unicamp.br/acervo...
O Concerto Carioca nº 1 de Radamés Gnattali (1950–51) rompe fronteiras entre o erudito e o popular ao inserir o violão elétrico como solista ao lado de orquestra sinfônica, big band e percussões de samba. A obra articula samba, choro, valsa e canção num formato sinfônico que desafia convenções e propõe uma linguagem híbrida e moderna. A escolha do violão elétrico, então associado à música de entretenimento, introduz um gesto simbólico de ruptura e afirmação estética, inserindo o urbano no espaço da música de concerto. A tese de Eduardo Lobo analisa a estrutura da obra, suas vozes condutoras, os elementos harmônicos e rítmicos, e propõe abordagens interpretativas a partir de gravações com diferentes modelos de violões e guitarras. O estudo revela como o concerto se abre a múltiplas possibilidades expressivas, sem perder a coerência formal e tonal. É uma obra-síntese da brasilidade moderna de Gnattali.
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Gravação presente no CD "Concertos Cariocas – Radamés Gnattali", lançado em 2016.
Pesquisa musicológica, digitalização, revisão e digitação: Eduardo Lobo.
Nossos agradecimentos a todos os envolvidos neste projeto, pelo envio das partituras e gravações; Eduardo Lobo; Lucas Casacio; Hercules Gomes; e Roberto Gnattali.
Edição das imagens: Douglas Passoni de Oliveira
Curadoria e montagem do vídeo: Alexandre Dias
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