Educação militar nas escolas e universidades do Brasil
Автор: Combonianos.Brasil
Загружено: 2020-03-14
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O vídeo deste mês - março - é sobre a militarização da Escola de Ensino Fundamental e Médio de Alta Floresta do Oeste, Rondonia e à memória do Pe. Ezequiel Ramin.
COmunidade civil dedicou esta escola a uma pessoa que é modelo de dedicação à causa dos povos indígenas e trabalhadores rurais. “Tenham um sonho, um sonho bonito e o sigam por toda a vida. è belo sonhar e fazer feliz a toda a humanidade.”
O nome do Pe. Ezequiel Ramin desapareceu, pois o governo do estado decidiu militarizar a escola. A militarização das escolas interessa aos militares e a quem elegeu um governo militar. Querem contagiar a escola e a sociedade com o vírus do medo. A violência está aumentando, porque continua sendo injetada na sociedade. As famílias têm mais dificuldade em educar os filhos. As autoridades dizem que precisa botar regras e impor pela força do medo e violência.
O que cabe aos cristãos? O que aconselha a Campanha da Fraternidade de 2020? Precisamos defender a não violência. Precisamos vigiar para que o vírus do medo e do ódio não contaminem nossas relações. Os Missionários Combonianos repudiam a troca do exemplo do Pe. Ezequiel Ramin pelo modelo militar. “Fraternidade e Vida são dom e compromisso”; algumas testemunhas (…) levaram esse sonho até ao martírio!
NOTA de REPÚDIO
Nós, Missionários Combonianos atuantes no Brasil, vimos a público manifestar nosso posicionamento no que se refere a alguns fatos e questões que, direta e indiretamente, nos envolvem. A saber:
1. No último dia 17 de fevereiro, o governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, assinou um decreto que dava início à militarização de mais cinco escolas públicas do Estado. Entre elas estava a instituição de ensino Padre Ezequiel Ramin, em Alta Floresta do Oeste.
2. Nosso propósito não é aqui entrar no mérito da questão que está sendo amplamente discutida e debatida nos ambientes apropriados.O que deveras nos preocupa é a associação e o envolvimento direto do nome do Padre Ezequiel ao processo de militarização em curso. Nada a ver uma coisa com a outra. Configura-se como uma verdadeira afronta, uma falta de respeito sem tamanho, uma descaracterização da trajetória de vida do padre.O Padre Ezequiel Ramin, missionário comboniano, atuou em Cacoal (RO), Diocese de Ji Paraná, e foi morto a tiros em Rondolândia (MT) no mês de julho do ano de 1985. Em missão de paz, entregou sua vida para que os últimos, camponeses sem terra e povos indígenas, tivessem vida e dignidade.Desde a infância, Ezequiel gestava e cultivava espaços de não violência. Sonhava com uma sociedade humana regulada pela solidariedade, justiça e igualdade. Recusava toda forma de autoritarismo e de imposição, uma vez que estas eram filhas da “violência”. Acreditava no diálogo como instrumento de humanização social e nos livros como fonte de sabedoria acumulada. Aos jovens ele dizia: “Tenham um sonho. A vida que segue um sonho é uma vida que se renova a cada dia”. Acreditamos na educação que desperta sonhos, na contramão da ordem imposta que intimida, diminui, quando não aniquila as pessoas. Faz-se necessário investir nas escolas, melhorando as estruturas, e na educação, capacitando e remunerando dignamente os professores. Tanto as escolas como o processo educativo não podem e nem devem estar nas mãos de pessoas armadas. Precisamos sonhar com cidadãos e não com soldados que vêem no “outro”, no “diferente” um inimigo a ser aniquilado. Com profunda tristeza tomamos ciência dessa depuração. Com efeito, como noticiado, dez professores foram afastados de suas funções no colégio Tiradentes em Porto Velho - RO. A alegação é a de que não teriam o perfil condizente com a lógica da militarização. (Carta Capital, 22 de fev. de 2020).
3. Fazemos nossas as palavras de Catarina de Almeida Santos, especialista em educação, quando afirma: “A militarização da escola é o ato último e mais efetivo de apagamento da escola, de imposição do processo do patriarcado, do machismo, da naturalização do racismo. É a exacerbação do ‘escola sem partido’, que é a negação da escola, que, por definição, deveria ser um espaço de diálogo”. (Publicado no Diário do Centro do Mundo, 21 fev. 2020).Consideramos os livros nossas “armas”, a paixão de professores qualificados e respeitados a nossa “força”, e a arte, a cultura, a espiritualidade, o diálogo, a participação comunitária e democrática, os alicerces de uma nova sociabilidade.
4. Pedimos encarecidamente, mas com toda a autoridade que nos é conferida, enquanto cidadãos e cristãos, além de irmãos, que o nome de padre Ezequiel Ramin seja retirado de uma escola que veio a ser militarizada.Exortamos diretores-as, professores-as, alunos-as, as comunidades cristãs e a sociedade toda a, juntos, buscarmos soluções que, nas escolas, fecundem e gestem harmonia, solidariedade, dignidade, igualdade, respeito e paz. Se for esse o propósito, o Pe. Ezequiel Ramin intercederá por nós e será nosso protetor. Caso contrário, ele pede licença para se retirar!
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