E agora José? Para onde vai o nosso Ensino Médio?
Автор: Esquina do Pensamento
Загружено: 2016-09-25
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ENSINO EM REDE - Medida Provisória 746
Vise o site Ensino em Rede: http://www.ensinoemrede.com.br
Nesse vídeo, comento faço um breve comentário sobre a Medida Provisória 746, que muda a estrutura do Ensino Médio no Brasil.
Sobre a constitucionalidade da MP
A presidência da república se utilizou de medida provisória para estabelecer mudanças complexas na educação básica, e, em especial, no ensino médio, a partir do argumento de urgência e relevância decorrente do caos a qual passa a educação brasileira. Nesse sentido, o uso da MP se apresenta constitucional, visto que é garantida pelo artigo 62 da constituição da república. Contudo, o que poderia ter sido um movimento importante para iniciar as mudanças tão almejadas pelos educadores, passou a ser uma ação intempestiva e midiática do Governo.
Sobre os problemas da MP
A ação se tornou intempestiva e midiática porque atropelou todas as iniciativas e diálogos já existentes sobre o tema e porque atende à interesses eminentemente políticos.
a) A proposta de flexibilização do currículo do EM é consenso entre educadores e especialistas da área, mas a forma apresentada pelo governo não envolveu as discussões já realizadas e desconsiderou a finalização da “Base Nacional Comum Curricular” que já estava em processo de finalização.
b) Também, não se levou em consideração as questões materiais a qual as escolas terão que passar para se adequar à carga de 1.400 horas anuais.
c) A proposta de professores com “notório saber” também apresenta questões complexas, tendo em vista as competências necessárias para se estar em sala de aula.
d) Ainda, não contempla as questões com piso salarial e formação do professor.
Sobre a culpa dos educadores, da família e da sociedade
Uma reflexão importante diz respeito ao papel dos educadores e da família nesse processo. Como dito pelo professor Leandro Karnal, “não existe Governo corrupto em uma nação ética”. O que podemos perceber é que a educação se vê como instrumento de questões políticas e de mercado e não mais como a porta do desenvolvimento humano.
E a família também tem culpa nesse processo quando valoriza uma educação eminentemente mercadológico aonde o objetivo maior é que o filho seja treinado para passar em vestibulares e processos seletivos de concursos públicos, em vez de se preocupar em como o caráter e os valores desse jovem estão sendo moldados.
Nós, educadores, também temos culpa nesse cenário quando nos mantemos em um estado de letargia e pouco fazemos para mudar a rotina educacional. Nós, também, ajudamos a fortalecer essa busca contínua por acesso ao vestibular e as questões de mercado. E, talvez, tenhamos deixado espaço demais para que as questões políticas e de mercado assumissem o direcionamento educacional.
Nesse sentido, o que podemos fazer, em nosso dia a dia, em nosso pequeno e limitado espaço de atuação, para mudar esse cenário mesmo que sem a ajuda do Governo?
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Categoria: Educação
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