“Meus pais disseram que perderam meu fundo da faculdade... até eu ouvir o que eles...”
Автор: ENCANTADORA DE HISTÓRIAS
Загружено: 2025-06-16
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Eu ainda lembro exatamente da expressão no rosto dos meus pais quando me chamaram na sala naquele fim de tarde. Meu pai estava sentado na poltrona marrom gasta, aquela que ele sempre dizia ser sua “cadeira de pensar”. Minha mãe, do outro lado, apertava as mãos, como se ensaiasse mentalmente cada palavra que estava prestes a me dizer.
— Filha… — começou ela, com aquele tom doce que ela só usava quando algo muito sério estava pra ser dito. — Precisamos conversar.
Meu coração apertou no mesmo instante. Algo dentro de mim já dizia que nada daquilo era coisa boa. Me sentei no sofá, cruzando as mãos no colo, tentando parecer mais calma do que eu realmente estava.
— O que foi? — perguntei, forçando um sorriso, mas com um nó na garganta.
Meu pai respirou fundo, passou a mão no queixo e então soltou, como quem joga uma bomba sem nem tentar suavizar:
— Perdemos tudo.
Eu travei. — Como assim… tudo?
Minha mãe se inclinou pra frente, segurando minha mão como se aquilo fosse aliviar o impacto. — O seu fundo da faculdade… aquele dinheiro que guardamos desde que você era criança… simplesmente… sumiu.
Senti como se meu peito tivesse sido esmagado. A garganta fechou, e por alguns segundos eu nem consegui reagir.
— O quê? — minha voz saiu trêmula. — Como assim “sumiu”? Isso é impossível! Aquele dinheiro estava seguro, separado… vocês sempre disseram que…
— Foi um golpe… — meu pai interrompeu, balançando a cabeça, fingindo pesar. — Uma oportunidade de investimento que deu errado. Nós… nós só queríamos multiplicar, sabe? Ajudar a família… mas... — ele suspirou pesadamente, desviando o olhar.
Minha mãe completou, apertando mais minha mão. — Nós perdemos tudo, filha. Não só o seu fundo… como também parte da nossa reserva. Está tudo… acabado.
Por alguns segundos, eu simplesmente não consegui reagir. Minha mente rodava. Aquilo não fazia sentido. Eu sabia que meus pais não eram exatamente mestres das finanças, mas também nunca foram imprudentes… pelo menos era o que eu acreditava.
Aos poucos, a dor inicial foi sendo substituída por uma inquietação estranha. Havia algo… fora de lugar. Algo no olhar deles não batia. Pareciam ensaiados, desconfortáveis, como se esperassem uma reação específica de mim.
E foi aí que eu percebi.
Eles não estavam devastados. Não estavam arrasados. Eles… estavam desconfortáveis, sim, mas não tristes. Não quebrados.
— E agora? — perguntei, a voz quase sumindo. — E minha faculdade? Como eu vou pagar?
Meu pai respirou fundo, passando a mão no rosto, fingindo pesar. — Vamos dar um jeito. Você pode trancar por um tempo, trabalhar, guardar dinheiro… quem sabe no ano que vem...
Naquele instante, meu mundo pareceu ruir. Era como se tudo pelo que eu tinha lutado, sonhado, planejado… tivesse simplesmente evaporado.
Mas, mesmo em meio àquela confusão mental, algo dentro de mim gritava: “Isso não tá certo.”
Minha mãe então, pra piorar, tentou me consolar. — Às vezes, filha… as coisas acontecem por uma razão. Talvez seja um sinal… de que você precisa amadurecer, aprender a se virar sozinha. Nem tudo cai no colo, sabe?
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