BURACO NEGRO DEIXA RASTRO DE ESTRELAS AO FUGIR DE GALÁXIA
Автор: Ciência News
Загружено: 2026-02-14
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O UNIVERSO AINDA MAIS PERIGOSO: BURACOS NEGROS EM FUGA DE GALÁXIAS
Imagine detectar algo atravessando a galáxia a milhares de quilômetros por segundo.
Não é um cometa.
Não é uma estrela.
É um buraco negro supermassivo… em fuga.
E agora, o Telescópio Espacial James Webb Space Telescope pode ter registrado um desses objetos “descontrolados”, adicionando um novo e impressionante capítulo à história do nosso universo.
Essa história começa nos anos 1960, quando o matemático neozelandês Roy Kerr encontrou uma solução exata para as equações da relatividade geral de Albert Einstein.
Ele descreveu matematicamente um buraco negro em rotação — hoje chamado de buraco negro de Kerr.
Duas ideias revolucionárias surgiram daí:
Primeiro: o chamado teorema da ausência de cabelo.
Ele afirma que um buraco negro é completamente descrito por apenas três propriedades:
massa, rotação e carga elétrica.
Segundo: parte da massa do buraco negro está armazenada como energia rotacional.
E aqui entra a famosa equação:
E = mc².
No caso de um buraco negro em rotação, até 29% da sua massa pode estar armazenada como energia extraível.
O físico britânico Roger Penrose mostrou que essa energia pode ser liberada.
Um buraco negro girando é como uma bateria cósmica carregada ao extremo.
Agora imagine dois buracos negros girando e colidindo.
Quando eles se fundem, liberam energia na forma de ondas gravitacionais — ondulações no próprio tecido do espaço-tempo.
Desde 2015, os detectores LIGO e Virgo vêm registrando essas colisões.
E aqui está o detalhe crucial:
Se as rotações estiverem desalinhadas, as ondas gravitacionais não são emitidas de forma simétrica.
Isso cria um “empurrão” gravitacional.
É como o recuo de um foguete.
O buraco negro resultante pode ser lançado a velocidades de milhares de quilômetros por segundo — até cerca de 1% da velocidade da luz.
Esse fenômeno é chamado de recuo gravitacional.
E é assim que nasce um buraco negro “descontrolado”.
Tudo isso era teoria… até as observações recentes.
Em 2025, uma equipe liderada pelo astrônomo Pieter van Dokkum, da Universidade de Yale, utilizou o James Webb Space Telescope para estudar uma galáxia distante.
O que encontraram foi impressionante:
Um rastro extremamente reto de estrelas recém-formadas com 200 mil anos-luz de comprimento.
Esse rastro parece ter sido criado por um buraco negro supermassivo — cerca de 10 milhões de vezes a massa do Sol — atravessando a galáxia a quase 1.000 km/s.
Como isso funciona?
À medida que o buraco negro atravessa o gás interestelar, sua gravidade comprime esse gás.
Essa compressão desencadeia o colapso gravitacional que forma novas estrelas.
É como o rastro deixado por um avião — mas feito de estrelas.
Outro caso envolve a galáxia NGC 3627, onde foi identificado um rastro retilíneo de cerca de 25 mil anos-luz, possivelmente criado por um buraco negro de 2 milhões de massas solares.
Agora a pergunta inevitável:
Poderia um buraco negro desses atravessar o nosso sistema solar?
Em teoria, sim.
Mas as probabilidades são extremamente pequenas.
Mesmo assim, se um objeto com milhões de massas solares passasse por aqui a milhares de quilômetros por segundo, seus efeitos gravitacionais seriam devastadores muito antes de qualquer contato direto.
Órbitas planetárias seriam perturbadas.
Nuvens de Oort seriam distorcidas.
O equilíbrio gravitacional do sistema poderia colapsar.
Mas, novamente: as chances são mínimas.
Buracos negros descontrolados representam algo fascinante:
Eles mostram que o universo não é estático.
Ele é dinâmico. Violento. Imprevisível.
Colisões cósmicas não apenas criam ondas gravitacionais — elas podem lançar monstros gravitacionais para atravessar galáxias inteiras.
E agora, com o poder do James Webb Space Telescope, começamos a ver esses viajantes cósmicos pela primeira vez.
O universo acaba de ficar ainda mais estranho.
E mais emocionante.
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