DUARTE LOBO (1565-1646) - MISSA PRO DEFUNCTIS
Автор: Lusofolias
Загружено: 2020-02-14
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DUARTE LOBO - MISSA PRO DEFUNCTIS ( 8 VOZES)
Introitus
I. Kyrie (00:00:00 - 05:25)
II. Graduale (05:31)
III. Offertorium (07:43)
IV. Sanctus (14:07)
V. Agnus Dei (16:29)
VI. Communio (18:59)
The Sixteen, conducted
Harry Christophers, Conductor
O compositor português Duarte Lobo terá nascido entre 1564 e 1569 e morreu em Lisboa a 24 de Setembro de 1646. Em Évora, enquanto moço do coro da catedral desta cidade, teve como mestre Manuel Mendes. Em Lisboa, assumiu o posto de mestre de capela no Hospital Real. Pelo ano de 1591 era já mestre de capela da Sé de Lisboa sendo também director do Seminário de São Bartolomeu. Permaneceu neste posto até cerca de 1639. Foi durante este tempo mestre da claustra nesta catedral, onde teve por alunos alguns dos mais destacados compositores portugueses do século XVII como João Alvares Frouvo, Fernando de Almeida e Manuel Machado e o teórico António Fernandes. Lobo foi um dos compositores portugueses da primeira metade do século XVII cuja obra foi vastamente conhecida, existindo actualmente cópias de obra suas não só em Portugal, como em Espanha, Inglaterra, México, entre outros países.
A sua obra musical compreende quatro volumes de polifonia, todos impressos na célebre Oficina Plantiniana em Antuérpia. O primeiro, Opuscula… (1602), foi publicado em livros de partes (não se encontrando a colecção completa actualmente) com duas colecções de Responsórios de Natal, uma Missa de Natal e antífonas marianas, estendendo-se desde quatro a onze vozes. Em 1605 é publicado o Cantica Beatae Maria Virginis, um livro de Magnificat nos oito modos eclesiásticos abrangendo os versos ímpares e pares deste hino, conforme a prática do alternatim (utilizada sobretudo em salmos e hinos, onde existia uma alternância entre versos em cantochão e versos em polifonia). Em 1621 e 1639 publicam-se os restantes volumes de polifonia – dois livros de missas – para várias vozes (de quatro a oito vozes) abrangendo várias práticas: de paródia sobre motetes de Francisco Guerrero e Giovanni Pierluigi da Palestrina ou parafraseando uma melodia de cantochão. Para além destes volumes, também publicou dois livros de cantochão: Ordo Amplissimus Precationum Caeremoniarumque (1603) e Liber Processionum et Stationum Ecclesiae Olysiponensis (1607) destinados às comunidades religiosas de Lisboa, tendo sido impressos por Pedro Craesbeeck. Sobrevive ainda de Lobo um hino Gloria, laus, et honor numa cópia tardia, hoje conservada na Biblioteca Pública de Évora. Também existe referência a missas, salmos, sequências, lições, magnificats e vilancicos da autoria de Lobo no catálogo da Biblioteca musical de D. João IV, obras hoje dadas como perdidas.
Duarte Lobo é um dos raros exemplos de compositores que em Portugal escreveram responsórios para o ofício de Matinas do dia de Natal (sendo Estêvão Lopes Morago e Pedro de Cristo outros exemplos). Publicados em Opuscula… (1602), Lobo apresenta-nos duas colecções (uma para quatro vozes e outra para oito vozes) dois oito responsórios para as Matinas de Natal. Para além destas duas colecções de responsórios, também foi publicada uma missa para a noite de Natal para dois coros (oito vozes). Apesar de se encontrarem incompletas, pela junção das partes vocais sobreviventes pode-se observar – particularmente nos responsórios a oito vozes – uma série de recursos expressivos característicos da policoralidade como a alternância de secções polifónicas com blocos corais homofónicos e a alternância entre ritmos curtos e ritmos longos entre os dois coros (ou até mesmo entre vozes isoladas), que comprovam um sólido conhecimento da retórica musical relativa aos textos desta quadra.
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