Não há muro em branco que eu não possa pintar
Автор: Museu Virtual da Lusofonia
Загружено: 2021-06-28
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#grafite #MuseuVirtualdaLusofonia #porto
O grafite tal como conhecemos surgiu na década de 70 em Nova Iorque nos Estados Unidos, quando alguns jovens começaram a deixar suas marcas pelas paredes da cidade, como forma de expressar sua indignação com as opressões sofridas e está ligado especialmente ao movimento Hip Hop, gênero musical que nasceu a partir das comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas desta cidade.
A pichação, por outro lado é o ato de escrever ou rabiscar sobre muros, fachadas de edifícios, asfaltos ou monumentos usando tinta spray aerossol, estêncil ou mesmo rolo de tinta. Enquanto o grafite é uma intervenção mais aceita hoje em dia, a pichação continua sendo considerada um trabalho mais transgressivo, predatório e que aos olhos do moralismo e do poder público, contribuem para a depredação de espaços, bem como a degradação da paisagem, sendo tratado como um ato de vandalismo.
À parte dessas discussões, o trabalho de Dalai, artista brasileiro que vive em Portugal, propõe um diálogo entre a pichação e a cidade, neste caso uma cidade europeia fortemente explorada pelo turismo e a gentrificação. Além disso, muitas das ruas de Portugal, levam nomes de figuras e momentos históricos relacionados a seu passado colonial que também
favorece a igreja católica e, evidentemente, à burguesia. Neste sentido, o trabalho de Dalai apresentado nesta exposição, explora estes locais da
cidade do Porto e outras localidades próximas, com o objetivo de descolonizar estes espaços através da representação de um rosto que funciona como uma tag ou seja uma assinatura. Este rosto está espalhado por várias ruas e pontos explorados pelo turismo e alguns deles são facilmente reconhecíveis por quem conhece a cidade.
Com auxílio da plataforma do Google Maps também é possível localizar os pontos que esses rostos foram pintados sendo que muitos destes já não estão mais lá. Mas, se eles apagam, Dalai pinta de novo, pois a cidade pertence às pessoas e seu trabalho para além de demarcação de território é um registro de “eu estive aqui” ou “eu estou vivo”, absolutamente conveniente para um artista preto do Brasil vivendo em Portugal.
Video: Margarida Andresen e Lucas Reis
Artist: Dalai
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