SERÁ O FIM DE CUBA? Apagões históricos, fome e repressão total
Автор: Economia do Mundo
Загружено: 2026-02-12
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Cuba atravessa o que pode ser o momento mais crítico de sua história recente. Segundo a própria Unión Eléctrica, mais de 64% da ilha pode ficar simultaneamente sem energia nos horários de maior demanda. Especialistas alertam que o país pode enfrentar o pior apagão de sua trajetória — em meio a uma economia que já encolheu 5% em 2025 e opera no limite há anos.
Mas a crise vai muito além da falta de luz.
Sem combustível, as usinas termoelétricas antigas — movidas a petróleo — podem parar em questão de semanas. O país precisa de cerca de 110 mil barris por dia para manter o sistema funcionando, mas produz apenas 44 mil, e ainda de baixa qualidade. As reservas atuais poderiam sustentar o funcionamento por apenas 15 a 20 dias em cenário crítico. Se o fluxo externo for interrompido, o colapso operacional pode ser quase imediato.
O turismo, que antes gerava US$ 3,3 bilhões anuais, praticamente desapareceu. De 4,2 milhões de visitantes em 2019, o número despencou durante a pandemia e nunca se recuperou. Em 2025, a receita mal alcançou US$ 92 milhões. Agora, até o combustível de aviação (Jet A-1) está indisponível nos aeroportos. Sem voos, não há turistas. Sem turistas, não há dólares.
A produção de açúcar — símbolo histórico da economia cubana — caiu para menos de 150 mil toneladas na safra 2024–2025, o pior resultado em mais de um século. Nos anos 70, eram 8,5 milhões de toneladas. Hoje, o país importa quase 100% dos alimentos.
Historicamente dependente da União Soviética e, mais tarde, da Venezuela, Cuba entrou em colapso no chamado “Período Especial” após 1989 — e jamais recuperou sua capacidade produtiva. A pandemia foi o golpe final. A ajuda russa existe, mas é limitada. O turismo russo, que chegou a 185 mil visitantes em 2023, já despencou em 2025.
Enquanto isso, o regime mantém cerca de 1.100 presos políticos e intensifica medidas repressivas, mesmo em meio a apagões e escassez generalizada.
Três cenários são discutidos por analistas:
• Isolamento total, transformando Cuba em uma espécie de Coreia do Norte caribenha
• Pressão externa máxima ou intervenção
• Uma transição negociada
A pergunta deixou de ser se a crise é grave. Isso já é consenso. A questão agora é: quanto tempo o regime consegue resistir diante de um colapso energético, falência econômica e pressão política crescente?
A janela histórica está aberta.
📌 Assista até o final para entender os bastidores geopolíticos, os números reais e os possíveis desdobramentos estratégicos que podem redefinir o futuro da ilha.
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