#43 Pôr do Sol no Farol da Barra Salvador, Bahia, Brasil
Автор: Imagens por terra e ar
Загружено: 2026-03-16
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Música @auriocorra
• IMERSO EM LUZES 432Hz - Meditação, Acalma...
A história do Farol da Barra é a crônica da própria cidade de Salvador, entrelaçando a evolução urbana com a segurança da navegação em sua baía. Localizado na Ponta de Santo Antônio, um ponto estratégico que testemunhou naufrágios e invasões, o farol evoluiu de uma simples vela de sebo a um moderno sistema de luzes que guia os navegantes até hoje, sendo um dos mais importantes e queridos cartões-postais do Brasil.
A origem de tudo começa muito antes da construção do farol. Em 1501, durante a primeira expedição exploratória portuguesa à costa brasileira, os navegadores chegaram à entrada da Baía de Todos-os-Santos e instalaram um padrão de pedra, um marco de posse português, batizando o local como Ponta do Padrão. Mais tarde, o local passou a ser chamado de Ponta de Santo Antônio.
O impulso definitivo para a construção de um farol veio de uma tragédia. Em 5 de maio de 1668, o galeão Santíssimo Sacramento naufragou em um banco de areia próximo à foz do Rio Vermelho, vitimando mais de 400 pessoas. Este desastre, somado à crescente importância do porto de Salvador no século XVII, que escoava riquezas como açúcar, tabaco e pau-brasil para a Europa, tornou urgente a necessidade de sinalizar a perigosa entrada da Baía de Todos-os-Santos.
Foi então que, entre 1696 e 1698, durante a reedificação do Forte de Santo Antônio da Barra, uma fortificação que já existia desde meados do século XVI, decidiu-se instalar um farol em seu interior. Inaugurado em 1698, este primeiro farol era uma estrutura quadrangular encimada por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada por óleo de baleia. Embora haja uma disputa sobre qual teria sido o primeiro, o Farol da Barra é amplamente reconhecido como o farol mais antigo das Américas ainda em operação. O corsário inglês William Dampier, em 1699, registrou em seu diário a visão da fortificação e suas luzes, que já serviam de guia para os navegantes noturnos.
Após 141 anos de serviço, o antigo farol foi substituído por uma construção mais moderna. Por Decreto Regencial de 1832, determinou-se a instalação de um novo equipamento. A pedra fundamental da atual torre foi lançada em 1836, e a obra, confiada ao engenheiro inglês Henry Palmer Philips, foi inaugurada em 2 de dezembro de 1839. Esta é a torre que vemos hoje: uma estrutura troncônica de alvenaria com 22 metros de altura, pintada com suas características bandas pretas e brancas. Inicialmente, seu sistema de luz era catóptrico, usando espelhos, e movido a querosene, com alcance de 18 milhas náuticas.
Em 1890, o sistema foi modernizado para um aparelho de luz dióptrico, com lentes, da francesa Barbier, que permanece em uso até hoje com as devidas atualizações. Finalmente, em 1937, o farol foi eletrificado, aumentando ainda mais seu poder e confiabilidade. Atualmente, o Farol da Barra é muito mais do que um equipamento de navegação. Ele é um dos mais queridos cartões-postais do Brasil, um símbolo da identidade baiana e um ponto de encontro por excelência. Desde 1998, o Forte de Santo Antônio da Barra abriga o Museu Náutico da Bahia. Seu acervo é riquíssimo, contando com peças recuperadas de naufrágios históricos, como o do próprio Galeão Sacramento, resgatadas em 1976, além de instrumentos de navegação antigos e mapas que contam a história marítima do Brasil. Em 2020, o farol recebeu o título de "Farol Patrimônio do Ano" pela Associação Internacional de Autoridades de Auxílios à Navegação Marítima e Faróis, um reconhecimento internacional que celebra sua importância histórica e seu papel fundamental para a segurança da navegação ao longo de mais de três séculos.
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