Take Five (Dave Brubeck) – voz e violão | El Lolito Sessions
Автор: Vini Navarro
Загружено: 2026-03-20
Просмотров: 128
Описание:
🎵 Interpretações à Voz e Violão das canções que marcaram gerações.
Toda sexta-feira, aqui no YouTube, “por volta das Oito da Noite”, um novo episódio de Uma Música e uma Historinha.
Episódio da semana:
Take Five - Dave Brubeck (instrumental)
Historinha:
Olha… dentro dessa biografia musical, essa é uma das músicas mais importantes. Representou um verdadeiro divisor de águas na minha vida musical, lá por 2012, quando a descobri — sem saber que uma música tão simples, e um baterista tão específico, poderiam provocar uma mudança tão grande e permanente.
Voltando um pouco no tempo, em 2010, quando a vida ainda era simples e eu e meu fiel escudeiro guitarrista, Fernando Valiño, tínhamos o costume de tocar um repertório inacreditável de cerca de 30 músicas do Rush durante as tardes depois da aula (ele na guitarra, eu na bateria — lembrando que isso que eu faço hoje com a guitarra nem deveria ser chamado de música perto do que eu sei fazer numa bateria, meu instrumento “materno”).
Eu já sabia que o Neil Peart, lendário baterista do Rush, tocava alguns temas de jazz durante os shows, logo depois do solo de bateria — geralmente algo no estilo Buddy Rich Big Band. Mas foi só depois de ver isso ao vivo e a cores, em pleno Estádio do Morumbi, naquela sexta-feira, 08/10/2010, que meu interesse pelo jazz realmente se intensificou.
Comecei então a buscar mais referências, principalmente vídeos do Buddy Rich e da sua big band. Ficava impressionado com a destreza do mestre nos solos… mas o rock ainda era muito presente na minha vida. Mesmo assim, eu pirava assistindo àqueles vídeos — One O’Clock Jump, Love for Sale e tantos outros solos lendários. Tentava reproduzir na bateria, mas eu não entendia o jazz. Não entendia o tempo. Não entendia onde a bateria começava e terminava.
E, claro, começar tendo o Buddy Rich como referência não é exatamente um bom negócio… ele não é um bom professor. Seria como tentar começar no flamenco copiando Paco de Lucía. É um nível muito acima até dos melhores. Pontos fora da curva. Ainda assim, eu insistia.
Em 2012, ganhei um DVD chamado A Work in Progress, no qual o próprio Neil explicava os conceitos jazzísticos que estava aprendendo com um mestre da bateria chamado Freddie Gruber. Aí, algumas coisas começaram a fazer sentido. Meu interesse pelo jazz aumentou ainda mais e passei a buscar referências com mais foco — vídeos, músicas — mesmo sem saber direito o que escrever na barra de busca do YouTube. Foi numa dessas que me apareceram algumas videoaulas do Joe Morello, que pareciam mais alcançáveis, embora ainda fossem bem difíceis para o nível em que eu estava na época.
Joe Morello… um baterista incrível. Aprendi muita coisa boa ali. Até que, numa dessas buscas, me apareceu um vídeo do quarteto em que ele tocava: o Dave Brubeck Quartet. Take Five. Um vídeo de uma apresentação ao vivo na Bélgica, no qual o Joe faz um solo de uns dois minutos — e a música acontece num andamento um pouco mais rápido do que o da versão original. E acho que isso fez toda a diferença, porque o original é quase entediante de tão lento; talvez a música nem tivesse ficado na minha cabeça se não fosse por isso.
A melodia é extremamente grudenta… e a melhor parte: o ritmo em cinco tem o tempo 1 bem marcado. Finalmente, o jazz fazia sentido matematicamente na minha cabeça.
A partir daí, fui longe no jazz. Descobri muitas outras do Dave Brubeck, com aquela pegada cool, mas brincando com métricas diferentes: Three to Get Ready, Unisphere, uma versão de My Favorite Things, Blue Rondo à la Turk… e até uma versão de Take the “A” Train, já flertando com o jazz mais tradicional. Isso mais tarde me abriria as portas para clássicos absolutíssimos como Autumn Leaves (na versão de Paul Desmond e Chet Baker) e Blue Bossa (na versão do Dexter Gordon).
E pensar que, anos antes disso tudo, eu me perguntava:
“Que tipo de música será que as pessoas faziam antes da popularização do rock?”
Os anos passaram, eu aprendi a tocar jazz na bateria (e sigo aprendendo até hoje). Me lembro, inclusive, de uma apresentação em 2017, num bar de luxo em São Paulo, quando tive a oportunidade de fazer meus dois minutos de solo em Take Five, com um trio de rock-jazz chamado Rivotrio. Bons tempos!
Hoje, dezesseis anos depois do começo da história do jazz na minha vida — e já há muitos anos sem tocar bateria — resolvi gravar minha versão à la Lolito: no violão, cantando a melodia, com direito a solo de batuque e tudo.
.
#takefive #davebrubeck #jazz #violaoevoz #guitarjazz
Повторяем попытку...
Доступные форматы для скачивания:
Скачать видео
-
Информация по загрузке: