OPERAÇÃO CATAPULTA: TRAIÇÃO NECESSÁRIA OU COVARDIA VIL? - Viagem na História
Автор: Viagem na História
Загружено: 2025-10-01
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O Dia em que Britânicos Afundaram Navios Franceses
Em julho de 1940, a França havia caído diante do avanço implacável da Alemanha nazista. O mundo assistia perplexo ao colapso de uma das maiores potências militares da Europa em apenas seis semanas de combate. Para a Grã-Bretanha, que agora se via sozinha na luta contra Hitler, a derrota francesa abriu uma questão urgente e terrível: o que aconteceria com a poderosa marinha francesa?
A França possuía uma das maiores frotas navais do mundo, composta por couraçados modernos, cruzadores pesados e uma quantidade significativa de destróieres e submarinos. Se esses navios caíssem em mãos do Eixo, o equilíbrio naval no Mediterrâneo e no Atlântico mudaria drasticamente. Winston Churchill, recém-nomeado primeiro-ministro britânico, não acreditava nas promessas de Hitler de que a frota não seria usada contra os britânicos. A sobrevivência da própria Inglaterra estava em jogo.
Foi nesse clima de urgência e medo que nasceu a Operação Catapulta. No dia 3 de julho de 1940, a Royal Navy foi mobilizada para neutralizar a marinha francesa, custasse o que custasse. Em portos britânicos, como Plymouth, os navios franceses ancorados foram tomados de surpresa. No Egito, em Alexandria, o almirante britânico Andrew Cunningham conseguiu negociar pacificamente: a esquadra francesa ali estacionada foi desarmada sem derramamento de sangue. Mas no porto argelino de Mers-el-Kébir, diante da frota mais poderosa que restava à França, a tragédia se consumou.
Os couraçados Bretagne, Dunkerque e Provence repousavam ancorados quando a frota britânica, sob o comando do almirante James Somerville, surgiu no horizonte. Churchill havia sido categórico: os franceses deveriam aceitar o ultimato. Eles tinham quatro opções: unir-se à luta ao lado da Grã-Bretanha, navegar até portos britânicos, seguir para águas seguras em colônias distantes ou afundar os próprios navios. Caso recusassem, seriam atacados.
Do lado francês, o almirante Marcel Gensoul reagiu com indignação. Para ele, ceder significava trair a honra nacional e desobedecer às ordens do governo de Vichy. As horas se arrastaram em negociações tensas, marcadas por desconfiança e ressentimento. Britânicos e franceses trocavam mensagens diplomáticas enquanto, no horizonte, os canhões permaneciam carregados.
Às 17h25, o silêncio foi rompido. A Royal Navy abriu fogo. Os gigantescos projéteis de 381 mm atingiram em cheio o Bretagne, que explodiu violentamente e afundou em minutos. O Dunkerque e o Provence foram atingidos e encalharam em chamas. Em menos de quinze minutos de combate, mais de 1.300 marinheiros franceses estavam mortos — abatidos não por alemães, mas por antigos aliados.
A repercussão foi imediata. O governo de Vichy rompeu relações diplomáticas com a Grã-Bretanha e acusou Churchill de traição. A propaganda nazista aproveitou o episódio para mostrar os britânicos como traidores e assassinos. Mas, diante do Parlamento, Churchill defendeu sua decisão com voz firme. Ele declarou que aquela havia sido a mais difícil e odiosa tarefa que já enfrentara, mas absolutamente necessária para garantir a sobrevivência da nação.
Do ponto de vista estratégico, a operação atingiu seu objetivo: a frota francesa jamais foi usada pelo Eixo, e a Royal Navy manteve sua supremacia naval. Mas o preço foi alto: o ressentimento francês, a dor de milhares de famílias e a cicatriz de uma tragédia onde aliados se enfrentaram em um banho de sangue.
A Operação Catapulta ficou marcada como um dos episódios mais dramáticos da Segunda Guerra Mundial. Uma decisão implacável, onde a lógica da sobrevivência britânica se sobrepôs à honra francesa. Um ato que selou a determinação de Londres em resistir a Hitler a qualquer custo, mas que também revelou a crueldade das escolhas impostas pela guerra total.
Naquele dia, em Mers-el-Kébir, o Mediterrâneo foi palco de fogo, fumaça e tragédia. Os canhões da Royal Navy destruíram não apenas navios, mas também a confiança entre nações amigas. E o eco daqueles disparos ainda ressoa na história como lembrete de que, em tempos de guerra, até mesmo aliados podem se transformar em inimigos — e que a sobrevivência, muitas vezes, cobra um preço em vidas e memórias impossível de apagar.
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