O Pão e o Perdão
Автор: Vagner777 Music
Загружено: 2026-02-06
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Letra – Vagner Cassio Ferreira
Música, Orquestração e Voz – AI
Durante mais de vinte anos, Otávio Mendes foi um nome que simbolizava sucesso, poder e riqueza no Brasil.
Presidente do grupo Mendes Corporation, ele construiu um império de construções e investimentos imobiliários que se estendia por todo o país.
Sua foto aparecia nas capas de revistas, nas palestras de negócios e até em outdoors — o retrato do homem que “veio do nada e conquistou tudo”. Mas ninguém via o outro lado: o homem solitário que trocava jantares com a esposa e o filho por reuniões intermináveis, que acreditava que amor se provava com dinheiro e não com tempo. Até que um dia, tudo desmoronou.
A crise começou silenciosa, com um investimento arriscado em um projeto de energia internacional. Depois vieram as denúncias, as dívidas e os bancos cobrando. Em poucos meses, a fortuna que levara décadas para construir evaporou.
Otávio viu-se falido, humilhado e sozinho. A esposa, cansada das ausências e das mentiras, pediu o divórcio e levou consigo o filho de sete anos, Rafael.
No tribunal, ela dissera apenas uma frase:
“Ele não sabe o que é amar. Só sabe possuir.”
Essas palavras o perseguiram como uma sentença.
Perdeu os carros, as mansões e até o apartamento onde crescera. A imprensa chamava aquilo de “a maior falência pessoal do século”.
De um dia para o outro, o homem mais poderoso de São Paulo tornou-se um fantasma da própria história. O fundo do poço
Meses depois, Otávio vivia em um pequeno quarto alugado em um bairro afastado. Barba por fazer, roupas surradas e um olhar vazio. Saía às vezes apenas para comprar pão e café. Certa manhã, sentado em uma praça, ele observava o movimento das pessoas apressadas indo trabalhar.
Ao lado da banca de jornal, um menino vendia pães caseiros em uma caixa de isopor.
O garoto devia ter uns nove ou dez anos. Chamava os clientes com alegria, oferecendo cada pão com um sorriso que parecia iluminar até os dias mais cinzentos.
— “Bom dia, senhor! Quer um pão quentinho? É de leite e manteiga, feito por mim e pela minha mãe!”
Otávio negou com a cabeça, mas o menino insistiu: — “Se não quiser comprar, aceita um pedaço. Tá fresquinho. Presente da casa.”
Sem entender por quê, Otávio aceitou. O pão estava morno, macio — e pela primeira vez em meses, ele sentiu algo parecido com conforto.
— “Você trabalha todo dia aqui?” — perguntou. —
“Sim, senhor. Eu estudo de manhã e vendo à tarde. Quero juntar dinheiro pra comprar um forno melhor pra mamãe.” Otávio assentiu, surpreso.
Havia algo diferente naquele menino que mudou sua vida.
Tinha tudo o que o mundo podia dar
Riquezas, poder, um nome pra lembrar
Mas o coração vazio não sabia amar
Construía castelos de areia no mar
Reuniões tomaram o lugar do lar
Um filho distante, um amor a se calar
Até que o vento forte veio soprar
E tudo o que era ouro começou a desabar
No silêncio do quarto sem luz
Ele gritou: “Deus, onde estás?”
E no banco da praça, um menino sorriu
Trazendo o pão... e a paz
O pão e o perdão
Vieram das mãos de um menino
Um gesto pequeno
Mudou o destino
De um homem perdido
Que Deus reencontrou
Na simplicidade, o amor o salvou
O menino dizia: “É de leite e oração”
“Minha mãe faz com fé, pra abençoar quem vem”
E ao provar o pão, ele sentiu o calor
Do amor que não se compra com ninguém
Caiu de joelhos, lágrimas no chão
O bilionário entendeu a lição
A riqueza maior é servir e amar
É ter Jesus, o pão que faz viver
Deus falou no sussurro do bem
Num sorriso puro de alguém
Que não tinha ouro, nem poder
Mas tinha o céu no olhar
O pão e o perdão
Vieram das mãos de um menino
Um gesto pequeno
Mudou o destino
De um homem perdido
Que Deus reencontrou
Na simplicidade, o amor o salvou
Hoje ele caminha de novo com fé
Entendeu que tudo é pó sem o Eterno em pé
Não há queda que Deus não possa erguer
Nem alma tão fria que Ele não possa aquecer
O pão e o perdão
Vieram das mãos do Menino
Do Céu, Cristo divino
O pão verdadeiro
Que desceu pra salvar
Quem perdeu tudo
E aprendeu a amar
“Às vezes Deus permite que percamos tudo,
para que descubramos que o tudo sempre foi Ele.
O pão do menino alimentou o corpo,
mas foi o amor de Cristo que restaurou a alma.”
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