BACH - Suite No.5, in C Minor, BWV 1011 ~ Pierre Fournier
Автор: STAGE d'ORO
Загружено: 2025-12-23
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Описание:
Johann Sebastian Bach
Suite No.5, in C Minor
Prelude
Allemande
Courante
Sarabande
Gavotte I / II
Gigue
Pierre Fournier
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Na Suíte nº 5 para violoncelo solo, Bach rompeu com diversas expectativas tonais e técnicas presentes nas outras suítes. Essa singularidade resulta de uma combinação de fatores harmônicos, modais, técnicos e expressivos. Um dos elementos centrais é o uso da "scordatura": Bach pede que a corda mais aguda do violoncelo, normalmente afinada em lá, seja baixada para sol. Essa alteração modifica profundamente os acordes possíveis, as ressonâncias naturais do instrumento e a própria percepção do centro tonal, fazendo com que o violoncelo “responda” de maneira distinta e produza cores harmônicas mais escuras, instáveis e ambíguas.
Embora a suíte seja "nominalmente" em dó menor, Bach explora uma forte ambiguidade modal, misturando elementos do modo "dórico" e do modo "eólio" e evitando cadências que afirmem claramente a tonalidade. O resultado é uma sensação constante de suspensão, gravidade e instabilidade emocional, em contraste com as progressões funcionais claras que o ouvido moderno costuma esperar e que Bach enfraquece intencionalmente. Como se trata obra "monofônica", a harmonia é implícita, construída por meio de arpejos, saltos amplos e notas de passagens cromáticas. No BWV 1011, Bach intensifica esse procedimento ao empregar intervalos ásperos, como trítonos e segundas menores, sugerir acordes praticamente impossíveis de sustentar e explorar tensões que só se resolvem tardiamente, obrigando o ouvinte a reconstruir mentalmente a harmonia.
O cromatismo é particularmente intenso, sobretudo na 'Allemande' e na 'Sarabande', com linhas cromáticas, acordes diminutos e uma clara sensação de lamento, tudo inserido na "retórica" barroca: enquanto cada suíte encarna um caráter específico, a quinta costuma ser associada à tragédia, à mortalidade e a uma gravidade espiritual profunda. A harmonia aparentemente “estranha” é uma escolha consciente chegando a soar "quase" atonal para a época. Não é por acaso que muitos músicos a consideram uma das páginas mais "modernas" de Bach, antecipando linguagens dos séculos posteriores.
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